sábado, 2 de agosto de 2014




A grandeza demonstrada por Deus quando tratando com Jó


O livro de Jó nos mostra, como nenhum outro, como Deus controla todas as coisas para cumprir Seus propósitos de bênçãos para os seus.
A maneira complexa de como Deus interliga as ações de Satanás, da espôsa de Jó, seus três amigos e como humilha Eliú para trazê-lo aos seus propósitos são testemunhos de Seu grande poder, sabedoria e conhecimento. Jó era um “objeto” especial do favor de Deus, e o livro de Jó é dado como uma demonstração de como as provações em que somos colocados por ele são para o bem e bênçãos. A maior benção em ler o livro não é poder entender a complexa discussão, mas em poder enxergar a finalidade dos caminhos de Deus para com Jó e toda a Sua misericórdia. Nós acreditamos que Deus nos deu esse livro para nos ajudar em nossas provações. 

O Trabalho de Satanás 

Satanás é o primeiro agente a ser usado. Deus chama a atenção para a perfeita e correta vida de seu servo. Então Satanás sugere que Jó era piedoso por causa da proteção e bênçãos que Deus lhe dava e prontamente propõe um plano no qual ele pensa que iria fazer Jó amaldiçoar a Deus. Então Deus permite mas com certas restrições que não permitia Satanás ir al´m das razões que Deus queria conseguir atrav´s dessa provação. Satanás pode ser um agente usado em nossas provações mas é Deus esta com o controle de tudo, e Satanás não pode ir além do que Deus permite. Satanás então, imediatamente após falhar em sua primeira tentativa, parte para medidas extremas de morte e destruição, doenças no corpo e sofrimento tentando provar o contrário do que Deus disse sobre Jó e fazer com que Jó falhasse. Mesmo assim Jó se manteve íntegro e não amaldiçoou a Deus.
Satanás tenta então como seu último recurso semear desespero no coração da mulher de Jó fazendo com que ela dissesse para amaldiçoar a Deus e morrer. Mas Deus tinhas outras razões para permitir que Satanás fizesse o que fez. Ele queria o bem  e abençoar a Jó, pois Ele via algo em Jó que O impedia de abençoa-lo. A benção que Deus tinha reservado para Jó era muito melhor do que ele poderia conseguir por sua própria justiça. Esse plano necessitava de uma provação que levasse Jó a desistir de sua própria justiça e depender somente de Deus. Seus três amigos são outros agentes usados para dar continuidade `a sua provação.

Os três amigos de Jó.

Após Satanás terminar tudo o que ele poderia fazer para Jó, três amigos vêm para o consolar. Mas, ao contrário de serem uma ajuda para levar Jó a Deus, eles usam suas próprias experiências, lógica e tradição. Seus esforços em ensiná-lo o porquê de todas essas coisas terem acontecido, puderam  somente levar Jó a um caminho de resistência e justificação própria. Embora  suas palavras fossem frequentemente verdades em si mesmas, eles não entendiam a razão da provação. O poderoso trabalho de Deus em nossas vidas é muito grande para ser explicado pelo conhecimento humano. Nós devemos ir até o santuário para aprender porque Deus permite  as provações. 
Deus usou os três amigos de Jó para expor o que ninguém mais conseguiria. Era necessário expor o que necessitava ser revelado e julgado. Jó em sua defesa contra suas falsas acusações, atribui erroneamente as injustiças a Deus ( Jó 27:2) . O fato de Jó sempre procurar ser correto e justo poderia até ser correto mas o defender a si mesmo era errado. Somente Deus é nosso juiz. Nenhum homem estando sob provação pode ser ao mesmo tempo avaliador ou juiz, pois , quando começamos a nos defender, com certeza erraremos, apesar ser muito difícil não se defender quando a acusação é falsa. Deus foi fiel em ter `a mão um homem que o representaria apropriadamente no momento certo.

As palavras fiéis de Eliú.

Usualmente é somente depois de cessarmos de falar que começamos a aprender e Eliú sabiamente espera por esse momento, antes de começar a falar. Ele justifica, primeiramente, a Deus e somente depois aponta os erros de Jó e dos seus amigos . Ele também não toma a posição de superioridade nem de inflexibilidade, mas fala como de algum´m que é feito de barro. Ele é cuidadoso em não acusar a Jó das coisas que não se pode ver no coração, antes ele usa apenas o que cada um disse e fielmente fala a verdade. Depois de falar dá a oportunidade de Jó responder, e termina seu discurso com uma admoestação para temer a Deus. Ele, consegue levar Jó a  presença de Deus, e então  silencia-se. Depois disso Deus começa de onde Eliú terminou. Ele conduz Jó ao completo entendimento de quem Ele é e o Seu grande poder. Jó reconhece sua vil condição após o primeiro discurso. No segundo discurso Jó vê a Deus como Ele é, e ele é restaurado a Deus.
O grande propósito de Deus em abençoar então, é demonstrado na vida de Jó. Ele recebe em dobro tudo o que havia perdido em sua provação.

“ Porque tudo que dantes foi escrito para o nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das escrituras tenhamos esperança.” ( Romanos 15:4) 

“ Eis que temos por bem aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.” ( Tiago 5:11).

D.C. Buchanan

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Poder da Ressurreição  (Filipenses 3: 10)

O apóstolo Paulo quer conhecer " o poder de sua ressurreição “ . Existe poder em sua ressurreição? 

Se alguém de nós fosse ressuscitado mas estivesse ainda nesse mundo, teria laços com esse mundo? Não, mas antes desejaria estar na glória, e nada o impediria de , mesmo aqui, desenvolver os afetos do novo homem. Estaria, de certa forma, antecipando o céu, demonstrando isso através dos seus pensamentos e desejos. Isso é o poder de sua ressurreição.

Quando um crente compreende, pelo poder da ressurreição, que ressuscitou e que todo o laço entre ele e o mundo foi cortado, ele experimenta liberdade. Cristo, na verdade, nos atraiu para isso. Estamos atualmente em nossos corpos mortais e em um mundo no qual, se não vigiarmos, pronto cairemos. Então o poder de sua ressurreição terá o efeito de fazer com que : “ …esqueçendo das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante de mim” ( Fil.3:13). Assim nos é feito compreender, por meio do Espírito Santo, o propósito para o qual fomos salvos.

Tudo o que há no mundo nos impede de fazer progressos espirituais. Temos que considerar que existe um poder positivo na ressurreição de Jesus. Não devemos nada a carne. E quando Satanás nos acusar contraporemos as suas acusações o poder da morte de Cristo e as demandas e atrativos desse mundo o poder se sua ressurreição. A vida da ressurreição de Cristo está em nós e não somente seus efeitos. A direção  que essa nova vida nos leva constituem nossa vocação celestial. O que fortalece essa vida é o fato de que nossos afetos estejam poderosamente atraídos a uma pessoa, Cristo Jesus. Tal é o verdadeiro poder de sua ressurreição. 

No versículo 18 vemos que os incrédulos que diziam ser cristãos nano possuíam esse poder.

Caminhamos nesse mundo como ressuscitados, esperando pelo momento de estar na glória? Para isso fomos salvos por Cristo, e isto nos faz esquecer o mundo. Nosso privilégio é poder esquecer tudo o que fica para trás, ainda mesmo que sejam nossos progressos na vida cristã e olharmos para o : “alvo” . Se desejo somente a Cristo, estou certo que ganharei, nano necessito de mais nada para me sustentar. Poderá haver provas, aflições, mas Deus se serve delas para nos ensinar que temos tudo nele. Sadraque, Mesaque e Abednego foram postos sobre os “ negócios” de Babilônia ( Daniel 3:12), ou seja , de certa forma foram engrandecidos nesse mundo. O mundo por assim dizer nos lança “ ataduras” que nos prendem a ele e quer que fiquemos presos . Da mesma forma eles , juntos com a multidão, deveriam adorar a estátua, mas suas circunstâncias exteriores estavam tão `a vista que o rei nano podia perdoá-los, visto que estavam publicamente decididos a não se prostrarem diante da estátua. Então o “ mundo” os lançaram no fogo atados , e justamente aí encontraram o Filho de Deus e foram libertos das ataduras que o mundo os havia colocado. Portanto não temamos o fogo, nem as provas, nem as dificuldades, pelo contrário elas nos levam ao encontro com o Senhor Jesus.

JND