O servo do cinturião.
O servo do centurião.
( Lucas 7:1-10 e Mateus 8: 5-13)
Durante o ministério de nosso Senhor em Israel, somente duas pessoas encontraram uma aprovação especial de Sua parte por causa da fé. Nenhuma das duas eram judias: a mulher sírio-fenícia ( Marcos 7:24-30) e ( Mateus 15:21-28) e o centurião romano. Era difícil encontrar uma grande fé no povo eleito por causa do formalismo religioso dos judeus que havia paralisado já a muito tempo o desenvolvimento da fé.
O centurião se dirigiu ao Salvador em favor de seu servo, o qual, apesar de sua condição depreciada, tinha grande valor aos olhos de seu amo. Contrariamente para a maioria dos israelitas este centurião discernia que Deus estava presente na pessoa desse humilde carpinteiro. Pela necessidade de seu servo recorre ao socorro sem titubear e recebe a resposta "Eu irei e lhe darei saúde". Mas o centurião em seguida roga ao Senhor que não se moleste, e acrescenta que não era necessário que fosse.
"... Senhor não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra e o meu servo sarará" ( Mateus 8:8). Foi justamente isso que suscitou a aprovação sem reservas de nosso Senhor: a confiança no poder de Sua palavra, mesmo que não estivesse presente.
Temos aqui um princípio de suma importância para nos hoje. Cristo não está aqui na terra nesse momento, mas está à destra de Deus no céu. Mas a Sua palavra está conosco, de modo que em todo o instante podemos ouvir a voz de Cristo, nas Santas Escrituras. Sua palavra proclama a eficácia de Seu sacrifício oferecido uma única vez para sempre ( Hebreus 10:12). Ela dá a todos a preciosa segurança de que a vida eterna lhes pertence desde já e que jamais sofrerão condenação ( João 5:24).
A pessoa de Cristo não é visível para nós, mas nos apoiamos na Sua palavra, e ela é tudo para nós. Se Sua palavra pudesse ser arrancada de nossas mãos e de nossos corações, estaríamos envoltos em densas trevas.
Mas nos chamam à atenção as diferenças entre os dois relatos desse milagre, dados respectivamente por Mateus e Lucas. Elas não se devem a nenhuma características pessoais dos escritores , mas pela direção do Espírito Santo , quem indicou o que devia ser incluído e o que deveria ser omitido, em função do carácter particular de cada um dos evangelhos. Por isso em Mateus, o qual tem particularmente em vista a Israel, o Espírito agrega somente advertências que o Senhor faz a esta nação dizendo que : muitos virão de longe e serão abençoados com Abraão, Isaque e Jacó, entretanto que muitos "filhos do reino"serão lançados fora. Tal palavra era de grande importância para o povo que baseava sua esperança , seus direitos , seus privilégios religiosos e que havia descuidado da fidelidade para com Deus.
Lucas por outro lado, que não era judeu e que escreveu aos gentios, omite a advertência feita a Israel. Entretanto, menciona o fato instrutivo para os povos da nações de que o centurião gozava do apoio dos judeus anciãos, de modo que rogam por ele ao Salvador. Se a advertência narrada por Mateus foi dada com a intenção de humilhar o orgulho dos judeus, o narrado por Lucas deveria de servir para dizer para os gentios que: "a salvação vem dos judeus" ( João 4:22).
O servo do centurião foi curado, a fé desse homem não podia ficar sem resposta. Assim mesmo hoje em dia, a fé na Palavra do Salvador, ausente no momento, será sempre reconhecida e honrada por Deus. ( W.W. Fereday)
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