"E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram uma tropa, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu: e, caindo nela o homem, e tocando os ossos de Eliseu, reviveu, e se levantou sobre os seus pés"( 2 Reis 13:21).
O poder da Palavra de Deus continua mesmo após a nossa morte.
Aqui do tumulo de Eliseu a luz brilhou como o sol que se levanta numa manhã ensolarada. O contato com os restos mortais do profeta trouxe da morte para a vida e permitiu que aquele homem se levantasse sobre os seus pés, e todos que estavam ali puderam ver esse milagre de Deus. Da mesma forma se nossas vidas, mesmo em fraquezas, pode de alguma forma testemunhar de Cristo e sua graça invisível, poderá tocar profundamente as almas com quem tivemos contato, mesmo após termos partido para nosso lar celestial. Poderá ser por alguma coisa que fizemos, por uma palavra que dirigimos, um folheto que entregamos e que no momento pensamos que não teve grande importância, mas que Deus , em Seu tempo, trouxe aquela alma ao arrependimento e deu salvação. Possamos portanto continuar com fé e orações por cada alma que temos a oportunidade, quer seja por um débil testemunho ou por uma pregação eloquente do evangelho jamais esquecer que quem dá a salvação é Deus.
domingo, 16 de setembro de 2012
O tempo que Jacó passou no Egito
O tempo que Jaco passou no Egito.
Em situações de conflitos aprendemos que não somente Satanás e derrotado mas que também o crente, que passa pelas provações aprende segredos sobre sua debilidade, e os recursos da graça de Deus. Nos desejos do coração, partindo do poder da fé e da esperança, a alma e repreendida e exercitada e aprende, para a gloria de Deus ,que tem de voltar ao lugar onde o Senhor primeiramente havia estabelecido. Com esses pensamentos em mente seremos introduzidos no período final da vida de Jacó
No inicio Jaco tinha recebido um titulo dado pela graça e soberania de Deus e que dizia: " O maior servira o menor" ; isso fora o decreto de Deus a seu favor. Os direitos naturais de Esau nao seriam permitidos ficarem no caminho, antes, os propósitos da graça de Deus asseguravam tudo para ele, assim como da mesma maneira, nos assegura hoje para cada cristão. Mas ele se afastou desta simples dependência e procurou conseguir, por seus meios, o titulo de seu irmão ( Gen. 25:31) e também o de seu pai ( Gen.27). Contudo isso era uma fraude; e por vinte anos sofreu no exílio em meio a opressões e erros passando pela disciplina divina. Mas tudo isso nos mostra também a confiança que ele depositava na carne. Seria o mesmo que procurarmos buscar nosso direito de primogenitura, as bênçãos ou a herança fora das mãos de Deus. No final, entretanto, sua alma e encontrada no exercício de uma fé simples. Quando Jacó esta prestes a morrer, e os filhos de Jose, que haviam nascido no Egito,são trazidos diante ele os adota imediatamente. Eles não tinham nenhum titulo ou herança, pelo menos não como os de um primogênito, mas Jacó não só os adota como também lhes da uma porção dobrada, tratando-os como se fossem Rubem ou Simeão. Em tudo isso no entanto, haveria de ter a conferencia da carne e do sangue. Em suas próprias entranhas haveria a recusa externa, pois, naturalmente, havia o clamor pelo primogênito, mas não: Rubem deve dar lugar para Jose, que, em seus filhos, Efraim e Manasses terá uma porção maior que seus irmãos. A graça prevalecera e a fé reconhecera o titulo de primogenitura, benção, herança divina e todas as coisas em detrimento dos clamores da carne, do sangue e dos direitos naturais. Mas mais a frente vemos também que Manasses, o maior, servira o menor, Efraim, assim como Rubem , o primogênito, teve de fazer com Jose, apesar dos clamores naturais. Jose, no entanto, tenta argumentar com seu pai sobre os direitos naturais de Manasses, mas Jaco entende seus sentimentos e respondendo a isso: " Eu o sei filho meu, eu o sei". ELe deve deixar passar ate que ele chegue alem do clamor natural e veja o propósito de Deus e o titulo da graça estabelece Efraim sobre Manasses (Gen. 48) . Entao ele e trazido para ocupar-se com o terreno onde a maos de Deus o estabeleceu desde o inicio e do qual ele se apartou pela confiança na carne. Ele agora aprende que a quem Deus abençoa, esse sera abençoado, e que a graça de Deus nao necessita da ajuda da carne e nem Sua promessa da aprovação do homem. Antes, Deus fará tudo bem e de acordo com a Sua vontade. Jaco agora ve que, ao colocar Efraim sobre Manasses, Deus esta cumprindo Sua vontade soberana. Também aprende que Deus pode requerer o titulo a quem Ele confere e faz cumprir as promessas da Sua graça apesar dos clamores naturais da carne e do sangue. Isso são provas cabais da sua restauração, Assim como veremos ainda outras provas mais adiante.
O chamamento de de Deus era para a esperança da ressurreição ou para uma herança numa pátria celestial ( Heb.11:13-16). Abraão testemunhou dessa herança através da sua vida e de seus caminhos. Também falhou em algumas ocasiões, como quando ao mentir sobre sua mulher diante do Farao e Abimeleque e no caso de Agar. Da mesma maneira Isaque também falhou traindo os caminhos naturais. Mas Jaco ,como Abraão e Isaque, testificou habitando em tendas, das mesmas promessas (Heb.11:9). Jaco porem se afastou mais diretamente dessa fe quando ele construiu uma casa em Sucote e quando negociou com os Siquemitas e permitiu que seus filhos tivessem afinidades com as filhas de Canaan. Todas essas coisas fizeram com que seu coracao se afastasse do chamado de Deus e da esperança da ressurreição na qual seus pais tinham andado. O mundo presente, suas possessões, ocupações, alianças, parecem ter se tornado importantes para ele ( Gen. 37:17-20). No entanto, veremos uma maravilhosa restauração em sua alma mais uma vez.
Vemos que a restauração começa em Berseba ( Gen.46) ; aqui ele faz uma pausa da sua jornada a Manre, com medo de descer ao Egito, assim como Abraão em Gênesis 12 e Isaque em Gênesis 26. Isso e maravilhoso e nos mostra a sensibilidade e o frescor de uma alma despertada de alguém que estava aprendendo as licores de Deus sob a impressão do Seu Espirito. O senhor imediatamente honra isso através da visita do Seu servo, coisa que ele não tinha desde Betel em Gênesis 35:9. Essa restauração de sua alma e outra vez manifestada quando ele chega ao Egito, em sua confissão diante de Farao. Ele fala de suas peregrinações e ainda abençoa a Faraó, assumindo assim, a sua superioridade sobre Faraó ( Heb.7:7). Isso tudo nos mostra que a sua alma estava com a consciência no lugar que Deus havia estabelecido, pois ele mesmo se considera nao tendo nada " ...nesse presente século mau..", mas antes, como um estrangeiro e peregrino que foi ungido por Deus para uma herança ainda superior que a de qualquer rei desse mundo ( Gen47:7_10) .
Isso e um testemunho maravilhoso da saúde desse patriarca; ele vive por dezessete anos no Egito, mas ai ele nao tem casa ou comercio com seus habitantes como havia tido em Sucote e Siquem. E no final, na sua morte, com grande zelo, ele testemunha da esperança da ressurreição conforme a promessa de Deus. Jaco agora requer de Jose a promessa de que ele nao fosse enterrado no Egito, mas que seu corpo fosse enterrado no lugar que seus pais foram enterrados, na terra de Canaa. Ele fez jurar, e também pede a todos os seus filhos a mesma coisa, descrevendo exatamente o lugar em Canaa onde seus ossos deveriam descansar ( Gen. 48 e 49).Sua alma toda estava comprometida para que ele falasse disso de tal forma que toda a sua esperança estava ligada com a promessa de Deus, e da mesma forma com a de seus pais com os objetos e heranças da fé com a porção com a qual a esperança de Deus satisfaz toda a alma, ou seja , a " pátria celestial" depois do túmulo ( Gen 49) .
Existem diferentes manifestações da restauração da alma desse patriarca, Jaco, como vimos .
Veremos ainda mais uma.
Em dias anteriores ele foi descuidado no que diz respeito aos caminhos de seus filhos, por exemplo: quando Rubem contaminou a cama de seus pais, nao vemos nenhuma vergonha relatada sobre isso. Quando Levi e Simeao derramaram sangue em Siquem, foi somente uma coisa sem muita importancia para ele (Ge. 34 e 35). Mas, no final, ele recorda esses eventos com uma mente bem diferente. No relato das palavras profeticas para seus filhos, vemos seu coração ser exercitado a um nivel superior e cheio de afeição espiritual, expressando assim, como podemos ver, uma condição de alma restaurada. Vemos o resultado disso na historia de Rubem: dirigido pelo Espirito, Jaco expressa o horror em sua própria alma da iniquidade cometida por Rubem. Enquanto acautelando os destinos de Simeao e Levi, seu coração, da mesma forma da lugar, em declarar sua rejeição ao pecado, de derramamento de sangue. Também em dias anteriores ele fora descuidado em permitir que seus filhos se casassem com as filhas dos povos de Canaa, mas agora, no curso profético de suas palavras, contemplando a apostasia de Da em fraqueza da alma ele suspira e diz: " A tua salvação espero" , descansa no seu Deus ( Gen.49).
Isso, entre outros testemunhos, nos fala da restauração da alma de Jacó enquanto estava no Egito no período final de sua vida.
As cicatrizes que a carne fez foram reparadas e a mão do seu Pastor o guiou pelos caminhos da justiça.
domingo, 9 de setembro de 2012
Anunciai ao meu pai toda a minha glória...
" Anunciai a meu pai toda a minha gloria no Egito, e tudo o que tendes visto".
( Genesis 45:13)
Jose ordena que seus irmaos , agora achados e perdoados, que falassem a seu pai e lhe contassem de sua gloria. Ele sabia que Jaco o amava e se alegraria em ouvir todos os detalhes sobre o filho favorito.
A manifestação da gloria de Jose começou pela maneira como recebeu e tratou seus irmaos. Ele nao desprezou simplesmente os pecados deles, porem se esforçou para alcancar-lhes a consciência. Essa atitude induziu o coração de seus irmaos a ver a verdade. Quando o arrependimento os levou a confissão , a graça de Jose superabundou, testificando do imenso amor que ele tinha por seus irmaos.
Exatamente como o Senhor Jesus fez em perfeição , Jose associou graça e verdade.
Os irmaos de Jose, objetos de seu amor, puderam falar dessa gloria ao pai, Jaco. E também havia a gloria do Jose governador do Egito, que governava com sabedoria o pais, de todo o respeito que o circundava, etc. Essa gloria seguiu os anos de sofrimentos, da dolorosa viagem com os Ismaelitas, a escravidão, a prisão, humilhação, e todas as circunstancias que Jose deve ter contado aos seus irmaos. Quanto eles teriam a contar a seu pai!
Da mesma maneira o Senhor Jesus quer que falemos d'Ele a seu pai, das belezas e glorias que n'Ele apreciamos, o Bem Amado do Pai. O Pai se alegra em ver seus filhos com a mesma apreciação, embora ainda imperfeita, d'Aquele que e e sempre sera as Suas delicias.
A adoração nos leva a falar a Deus, mais sobre que Ele e do que sobre as bênçãos que Ele nos concede. Somente em Jesus podemos compreender alguma coisa sobre o Pai. Quando falamos ao Pai acerca de Seu filho, nossa adoração se eleva ao padrão apropriado. Que possamos estar adorando o Senhor ..." em espirito e em verdade".
Os irmaos de Jose, objetos de seu amor, puderam falar dessa gloria ao pai, Jaco. E também havia a gloria do Jose governador do Egito, que governava com sabedoria o pais, de todo o respeito que o circundava, etc. Essa gloria seguiu os anos de sofrimentos, da dolorosa viagem com os Ismaelitas, a escravidão, a prisão, humilhação, e todas as circunstancias que Jose deve ter contado aos seus irmaos. Quanto eles teriam a contar a seu pai!
Da mesma maneira o Senhor Jesus quer que falemos d'Ele a seu pai, das belezas e glorias que n'Ele apreciamos, o Bem Amado do Pai. O Pai se alegra em ver seus filhos com a mesma apreciação, embora ainda imperfeita, d'Aquele que e e sempre sera as Suas delicias.
A adoração nos leva a falar a Deus, mais sobre que Ele e do que sobre as bênçãos que Ele nos concede. Somente em Jesus podemos compreender alguma coisa sobre o Pai. Quando falamos ao Pai acerca de Seu filho, nossa adoração se eleva ao padrão apropriado. Que possamos estar adorando o Senhor ..." em espirito e em verdade".
O servo do cinturião.
O servo do centurião.
( Lucas 7:1-10 e Mateus 8: 5-13)
Durante o ministério de nosso Senhor em Israel, somente duas pessoas encontraram uma aprovação especial de Sua parte por causa da fé. Nenhuma das duas eram judias: a mulher sírio-fenícia ( Marcos 7:24-30) e ( Mateus 15:21-28) e o centurião romano. Era difícil encontrar uma grande fé no povo eleito por causa do formalismo religioso dos judeus que havia paralisado já a muito tempo o desenvolvimento da fé.
O centurião se dirigiu ao Salvador em favor de seu servo, o qual, apesar de sua condição depreciada, tinha grande valor aos olhos de seu amo. Contrariamente para a maioria dos israelitas este centurião discernia que Deus estava presente na pessoa desse humilde carpinteiro. Pela necessidade de seu servo recorre ao socorro sem titubear e recebe a resposta "Eu irei e lhe darei saúde". Mas o centurião em seguida roga ao Senhor que não se moleste, e acrescenta que não era necessário que fosse.
"... Senhor não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra e o meu servo sarará" ( Mateus 8:8). Foi justamente isso que suscitou a aprovação sem reservas de nosso Senhor: a confiança no poder de Sua palavra, mesmo que não estivesse presente.
Temos aqui um princípio de suma importância para nos hoje. Cristo não está aqui na terra nesse momento, mas está à destra de Deus no céu. Mas a Sua palavra está conosco, de modo que em todo o instante podemos ouvir a voz de Cristo, nas Santas Escrituras. Sua palavra proclama a eficácia de Seu sacrifício oferecido uma única vez para sempre ( Hebreus 10:12). Ela dá a todos a preciosa segurança de que a vida eterna lhes pertence desde já e que jamais sofrerão condenação ( João 5:24).
A pessoa de Cristo não é visível para nós, mas nos apoiamos na Sua palavra, e ela é tudo para nós. Se Sua palavra pudesse ser arrancada de nossas mãos e de nossos corações, estaríamos envoltos em densas trevas.
Mas nos chamam à atenção as diferenças entre os dois relatos desse milagre, dados respectivamente por Mateus e Lucas. Elas não se devem a nenhuma características pessoais dos escritores , mas pela direção do Espírito Santo , quem indicou o que devia ser incluído e o que deveria ser omitido, em função do carácter particular de cada um dos evangelhos. Por isso em Mateus, o qual tem particularmente em vista a Israel, o Espírito agrega somente advertências que o Senhor faz a esta nação dizendo que : muitos virão de longe e serão abençoados com Abraão, Isaque e Jacó, entretanto que muitos "filhos do reino"serão lançados fora. Tal palavra era de grande importância para o povo que baseava sua esperança , seus direitos , seus privilégios religiosos e que havia descuidado da fidelidade para com Deus.
Lucas por outro lado, que não era judeu e que escreveu aos gentios, omite a advertência feita a Israel. Entretanto, menciona o fato instrutivo para os povos da nações de que o centurião gozava do apoio dos judeus anciãos, de modo que rogam por ele ao Salvador. Se a advertência narrada por Mateus foi dada com a intenção de humilhar o orgulho dos judeus, o narrado por Lucas deveria de servir para dizer para os gentios que: "a salvação vem dos judeus" ( João 4:22).
O servo do centurião foi curado, a fé desse homem não podia ficar sem resposta. Assim mesmo hoje em dia, a fé na Palavra do Salvador, ausente no momento, será sempre reconhecida e honrada por Deus. ( W.W. Fereday)
Saiamos a Ele fora do arraial.
" E tomou Moises a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação; e aconteceu que todo aquele que buscava o Senhor saia a tenda da congregação, que estava fora do arraial". ( Êxodo 33:7)
Moises agitado pela ira destruiu o bezerro de ouro e ordenou o castigo. Ele entao informou ao povo que Deus nao subiria com eles. Moises entao faz algo completamente inesperado: arma para si uma tenda fora do arraial, bem longe do povo. Sera que por causa disso deixou de amar o povo? Antes pelo contrario, ele havia dado a maior e mais tocante prova de seu amor ao pedir que ele próprio fosse, em lugar do povo, riscado do livro do Senhor. Nao , sua motivação foi outra, bem diferente. Por causa do pecado cometido , a coluna de nuvem nao podia mais descer no acampamento. Assim com o objetivo de recuperar essa preciosa coluna, uma figura de Cristo, e que Moises e outros saíram do arraial de Israel.
Fazendo referencia a essa passagem, a epistola dos Hebreus 13:13 nos lançam o mesmo apelo : " Saiamos, pois a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério" . Por isso e de suma importância que todos os cristãos entendam que, em obediência a essa determinação, e que muitos crentes tem separado a si mesmos dos sistemas religiosos para buscar so e simplesmente a presença do Senhor ( Mateus 18:20).
O bloco de mármore.
" Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus , daqueles que sao chamados segundo o seu propósito. Portanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu filho" ( Romanos 8:28-29).
Quando um bloco de mármore e extraído de uma pedreira, ele parece nao poder ser aproveitado para coisa alguma. Um escultor tera que ter muito trabalho, utilizando múltiplas ferramentas, para obter dele uma forma agradável aos olhos. Assim ocorre conosco de certa forma. Quando cremos no Senhor Jesus como nosso Salvador, somos semelhantes a um bloco de mármore sem forma. Entao Deus começa seu trabalho empregando diversos instrumentos para nos formar segundo Sua vontade. Ele se serve de Sua Palavra para nos instruir, mas também utiliza as circ
unstancias da vida, e especialmente as provas: uma doença, um acidente, um roubo, um fracasso escolar, profissional ou sentimental. Tudo esta a Sua disposição para alcançar Seus fins. Frequentemente as ferramentas que Deus usa doem, mas nunca esqueçamos que e a Sua mao que as maneja. Sua onipotencia esta a servico do bem de seus filhos. Que tranquilidade isto deveria dar-nos quando uma prova nos assaltar.
E qual e o objetivo de Deus? Assim como o escultor tem diante de si um modelo que se esforça por copiar na pedra, Deus também tem Seu modelo : Seu Filho, homem perfeito!
Assim Ele deseja reproduzir em nos Suas características, e fazer de nos semelhantes a Ele: pacientes, humildes, obedientes, caridosos, etc. E Ele toma o tempo que for necessário para realizar esta obra em nossas vidas.
E qual e o objetivo de Deus? Assim como o escultor tem diante de si um modelo que se esforça por copiar na pedra, Deus também tem Seu modelo : Seu Filho, homem perfeito!
Assim Ele deseja reproduzir em nos Suas características, e fazer de nos semelhantes a Ele: pacientes, humildes, obedientes, caridosos, etc. E Ele toma o tempo que for necessário para realizar esta obra em nossas vidas.
O voto de Jefeté
E ela lhe disse: Pai meu abriste tu a tua boca ao Senhor, faze de mim como saiu da tua boca,..." (Juízes 11:36)
"E achado em forma de homem,humilhou-se a si mesmo, sendo obediente ate a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que e sobre todo nome". ( Filipenses 2:8-9)
O voto de Jefté.
Jefté pensou que teria de pagar ao Senhor fazendo um sacrifício por ter obtido vitoria sobre os filhos de Amom.
Jefté pensou que teria de pagar ao Senhor fazendo um sacrifício por ter obtido vitoria sobre os filhos de Amom.
Quão pouco ele conhecia sobre Deus! Deus se deleita em abençoar aos Seus e espera em troca apenas o amor deles. A salvação que Ele concede e gratuita.
Observe a tolo voto que Jefté fez. Mas Deus as vezes permite que suportemos as consequências das decisões que tomamos por impulso ou sem pensar. Vigiemos e tenhamos cuidado com as coisas que dizemos, pois as palavras ditas com precipitação podem trazer serias consequências.
Se a fé de Jefté falhou por um momento, a de sua filha brilhou intensamente. Ela era a sua única"filha, muito amada por seu pai, e a submissão dela nos faz pensar na submissão do Senhor Jesus Cristo ( João 8:29). Ela não considerou sua vida como preciosa e se alegrou na vitoria que o Senhor tinha dado a Israel. Nesse aspecto, ela e uma figura da disponibilidade e obediência de Cristo. Se a filha de Jefté mereceu ser honrada todos os anos, nosso Senhor Jesus e infinitamente mais digno de ser exaltado agora e por toda a eternidade.
Se a fé de Jefté falhou por um momento, a de sua filha brilhou intensamente. Ela era a sua única"filha, muito amada por seu pai, e a submissão dela nos faz pensar na submissão do Senhor Jesus Cristo ( João 8:29). Ela não considerou sua vida como preciosa e se alegrou na vitoria que o Senhor tinha dado a Israel. Nesse aspecto, ela e uma figura da disponibilidade e obediência de Cristo. Se a filha de Jefté mereceu ser honrada todos os anos, nosso Senhor Jesus e infinitamente mais digno de ser exaltado agora e por toda a eternidade.
O brilho do diamante.
O brilho do diamante.
"Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo". (1 Pedro 1:7)
O brilho do verdadeiro diamante.
Um ancião judeu ensinava que para se distinguir um diamante verdadeiro de um falso, um joalheiro experiente faz o seguinte: "Uma imitação nunca é tão brilhante como uma pedra autêntica. Se o seu olho não está suficientemente treinado para perceber a diferença, basta colocar as pedras dentro da água. O brilho da pedra falsa se ofuscará, enquanto que a pedra verdadeira não perde nada de seu brilho".
Deus nos criou para Ele, para que O honremos. Nós nos desviamos, porém Ele nos salvou. Cada crente nascido de novo recebeu a vida do Senhor Jesus para poder segui-lo e imitá-lo. Assim, pois podemos fazer brilhar alguns traços de Seu caráter : amor,justiça,paciência,confian ça, obediência.....Somente os que vivem essa nova vida pelo poder do Espírito Santo são de fato reconhecidos por Deus. Infelizmente às vezes em nossa vida é acrescentado algo falso, imitações baratas do que é divino. Deus vê isso, como o experiente joalheiro que sabe identificar o verdadeiro do falso. E para nos provar coloca , por assim dizer : a pedra na água, ou seja permite circunstâncias e provações em nossas vidas.
Nas dificuldades temos de estar atentos para ver qual é o objetivo de Deus. Sua Palavra nos esclarecerá para que saibamos o que não vem dËLE. Consideremos os obstáculos em nosso caminho sob outra perspectiva. Nosso Pai permite isso para o nosso crescimento espiritual e para que o reflexo da vida do Senhor Jesus seja visto em todos nós.
"Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo". (1 Pedro 1:7)
O brilho do verdadeiro diamante.
Um ancião judeu ensinava que para se distinguir um diamante verdadeiro de um falso, um joalheiro experiente faz o seguinte: "Uma imitação nunca é tão brilhante como uma pedra autêntica. Se o seu olho não está suficientemente treinado para perceber a diferença, basta colocar as pedras dentro da água. O brilho da pedra falsa se ofuscará, enquanto que a pedra verdadeira não perde nada de seu brilho".
Deus nos criou para Ele, para que O honremos. Nós nos desviamos, porém Ele nos salvou. Cada crente nascido de novo recebeu a vida do Senhor Jesus para poder segui-lo e imitá-lo. Assim, pois podemos fazer brilhar alguns traços de Seu caráter : amor,justiça,paciência,confian
Nas dificuldades temos de estar atentos para ver qual é o objetivo de Deus. Sua Palavra nos esclarecerá para que saibamos o que não vem dËLE. Consideremos os obstáculos em nosso caminho sob outra perspectiva. Nosso Pai permite isso para o nosso crescimento espiritual e para que o reflexo da vida do Senhor Jesus seja visto em todos nós.
Calebe
Calebe
O estrangeiro.
Parte 1
O nome de Calebe e mencionado pela primeira vez em Números 13:6. Ali e mostrado que era filho de Jefoné ,que pertencia a tribo de Juda, a tribo do louvor. Também vemos ali que Calebe era tido como um dos nobres do povo, visto que Deus pediu que fossem enviados os principes-mais a frente veremos em quais circunstancias, para reconhecer a terra de Canaam. Sera que Calebe herdou o titulo de príncipe por sua descendência? Certamente que nao, pois e chamado em Josué 14:6 "Calebe filho de Jefone o quenezeu", ou, como podemos ler mais a frente Josué deu " a Calebe filho de Jefone...sua parte entre os filhos de Juda" ( 15:13). Os quenezeus tinham parte entre os povos estrangeiros que viviam na terra prometida a Abraão e seus descendentes ( Gen.15:18-19). Calebe ,o quenezeu, desceu ao Egito e, fazendo-se semelhante aos Israelitas, agiu por fe , mesmo sendo estrangeiro conforme Êxodo 12:19,48-49, a tal ponto que chegou a ser designado como príncipe no meio deles. Hoje, o titulo de filho de Deus e dado por pura graça a todos aqueles que em outro em tempo eram estrangeiros, " nao por obras" , mas pela fe e sobre o único fundamento do sacrifício perfeito de Cristo na cruz.
A fe e o vigor de Calebe.
Moises transmitiu a Deus o pedido do povo de enviar espias para examinar a terra (Deut. 1:22). Deus aceitou esse pedido ainda que conhecia perfeitamente os corações dos homens daquele povo, e pediu que fossem enviados doze homens, um príncipe de cada tribo (Num.13:2). Calebe foi escolhido pela tribo de Juda, e Oseias, que a partir de entao foi chamado Josué pela tribo de Efraim. Josué levava o mesmo nome do Senhor Jesus: Jeová salva.
Para levar a cabo essa expedição Josué esteve entre os doze príncipes. Isto pode ser considerado como uma figura de Cristo caminhando no meio dos seus , conduzindo-os a terra prometida para tomar posse dela e regozijar-se ali plenamente. Calebe , por acaso se apartou da intimidade do seu condutor? Certamente que nao, pois sempre vemos o seu nome associado ao de Josué. O irmão H.Rossier escreveu: " Eles reconheceram juntos a terra da promessa, caminharam juntos pelo deserto e entraram juntos em Canaam...Esses dois homens tinham um mesmo pensamento, uma mesma fe, uma mesma confiança,mesmo valor,um mesmo ponto de partida, uma mesma marcha, uma mesma perseverança e um mesmo objetivo. Caminhamos também na companhia de Cristo como Calebe junto a Josué ,para ter todos esses pontos em comum com nosso Senhor e Mestre?" .
Os principes exploraram a terra ate Hebrom ( Num 13:22), lugar que particularmente marcou a Calebe. Jamais o esqueceu, seu coração nunca se apartou dele, apesar de ali morarem Aima,Sesai eTalmai filhos de Enaque. Transcorridos os quarenta dias, os doze voltaram do reconhecimento da terra trazendo o fruto das uvas de Escol, como prova da prosperidade daquela região. Mas dez dentre eles manifestaram seu temor e comunicaram a toda a congregação, dissuadindo os homens de combater contra um inimigo de tao grande aparência. Calebe fez calar o povo diante de Moises e disse: " Subamos animosamente, e tomemos possesso dela; porque mais podemos nos que eles(Num 13:30). Entao " Murmuraram contra Moises e contra Aarao todos os filhos de Israel; e toda a congregação lhe disse: Ah! se morrêramos na terra do Egito! ou, Ah! se morrêramos neste deserto! " (Num 14:1-2).
Josué e Calebe rasgaram suas vestes em sinal de tristeza por Deus, e falaram a toda a congregação dizendo: " A Terra ,,, e muito boa...portanto, nao sejais rebeldes contra Jeová e nem temais o povo desta terra; porquanto sao eles nosso pão: retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor e conosco, nao os temais. Entao disse toda a congregação que os apedrejassem com pedras: porem a gloria do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel" (Num 14:6-10). Entao, Deus decidiu fazer perecer esse povo rebelde: " Nenhum daqueles que me provocaram a vera. Porem o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espirito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei ha a terra em que entrou e a sua semente a possuíra em herança...Ate quando sofrerei esta ma congregação, que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuraram contra mim ...neste deserto cairão os vossos cadáveres...salvo Calebe, filho de Jefone, e Josué, filho de Num" ( Num.14:23-30). Como os demais príncipes Calebe viu as cidades fortificadas e os gigantes filhos de Anaque. Mas so guardou em seu coração a memória dos belos frutos daquela terra. Dez espias tiveram medo, dois mostraram sua fe e valor. Calebe reteve a lição dos dias anteriores "O Senhor e convosco ,ele sabe,acredita e anuncia.
Parte 2
A fe deixa a Deus o cuidado de cada uma das etapas. Desde o ponto de vista humano, poderia julgar-se Calebe como presunçoso quando disse: " Subamos animosamente, e possuamo-la em herança; porque certamente prevaleceremos contra ela" ( Num.13:30) . Indubitavelmente a energia natural que caracterizava contribuiu para coloca-lo em evidencia nessa primeira intervenção; mas vemos claramente o fundamento de sua confiança quando se dirigiram, junto com Josué, pela segunda vez ao povo. Como Josué, Calebe depositava sua confiança somente em Deus , cujo poder e graça conhecia muito bem. Sabia que Deus dava as forcas necessárias e expressou como o apostolo Paulo : " Nossa capacidade vem de Deus" (2 Cor.3:5). Nao se preocupava de si mesmo nem dos obstáculos mas da gloria de Deus e do cumprimento de suas promessas. Dessa maneira , Deus pode chama-lo: " Meu servo Calebe" ( Num.14:24)
Calebe compreendeu que as murmurações dos filhos de Israel nao eram contra Moises, Aarao, Josué e nem contra ele mesmo, mas contra o próprio Deus, e que murmurar era rebelar-se ( Num 14:9). Hoje também ha muitos murmuradores queixosos, que andam segundo deus próprios desejos( Judas 16), gente que nao tem provado que " Grande ganho e a piedade com o contentamento " ( 1 Tim. 6:6), e que as murmurações nao sao contra os homens , mas contra Deus(Exo. 16:8). Seu recebo tudo do meu pai celestial estou sempre contente?
Calebe e Josué nao nao duvidaram, verdadeiramente unidos em um mesmo pensamento fazem o contrario do que os outros dez espiais que nao tiveram fe juntamente com toda a congregação. Mas a sentença divina foi clara, o juízo de Deus haveria de se cumprir inevitavelmente: " Nao verão a terra que a seus pais jurei, e ate nenhum daqueles que me provocaram a vera" ( Num 14:23).
O que Calebe recebeu da parte de Deus em troca por sua fe? Humanamente falando, quase nada. Nesse tempo era da idade de 40 anos e , como recompensa a sua fe, deveria caminhar por mais quarenta anos pelo deserto antes de poder gozar da " boa terra" . A recompensa parecia mais um castigo . Mas o que ele recebeu, para começar, foi a aprovação de Deus, que o chamou " meu servo" , que o distinguiu dos demais porque " houve nele outro espirito" e " decidiu seguir-me" ( verso 24).
Que animador o feito de que Deus mesmo reconheceu de maneira oficial a seu servo, que O seguiu! Que gozo e energia incomparáveis saíram do coração! E depois, Calebe recebeu de Deus promessa de que seria introduzido na terra e que seus herdeiros a possuiriam.
Essa promessa lhe dava a segurança de que seria suficientemente forte quando Deus viesse entrar o povo na em Cannam para tomar a terra e vencer valentemente os filhos de Anaque. Calebe nunca esqueceria dessa promessa divina, renovada especialmente para ele e Josué. Assim, o encontramos de novo na terra com vigor e uma forca que se podem ser obtidos pela fe.
Mas apesar de falar-se justo na fronteira da " terra que mana leite e mel", voltou por quarenta anos ao deserto. Esses quarenta anos constituíram a prova de sua fe, mas aos olhos de Deus, era uma prova " muito mais preciosa que o ouro" e era para a Sua gloria (1 Pedro 1:7). Que dor devia sentir esse homem em seu coração ao ver cair continuamente mortos no deserto os incrédulos a quem ele os exortou a obediência! Nao obstante, durante quarenta anos, sofreu, junto a Josué as conseqüências da infidelidade e incredulidade do povo, sem murmurar. O único motivo que o consolava era a herança prometida. Os quarenta anos no desejo eram somente uma etapa requerida por Deus, uma fase em que Deus estaria enriquecendo, abençoando e ensinando aos seus a confiar somente nele. Nao e essa também a experiência que vivem alguns servos de Deus,ao ver que mesmo por um momento o caminho se desvia inesperadamente, finalmente se revela um forte enriquecimento porque esta tem sido a vontade de Deus? " A paciência produz prova ( ou " experiência" segundo a versão francesa de JND);
e a prova, esperança; e a esperança nao traz confusão" ( Rom 5:4-5).
Parte 3
A entrada e conquista da terra.
Por fim, o povo entrou na terra prometida. Todos os incrédulos morreram no deserto, inclusive Moises e Aarao com eles, mas nao Josué e Calebe, segundo a palavra de Deus. Deste modo, os filhos e os netos dos que saíram do Egito entraram em Canaam, conduzidos por Josué através do Jordão, detrás da arca.
Entao Josué se distinguiu de Calebe. O lugar que ocupava seu cargo responsabilidade eram diferentes. Demonstrou Calebe ciúmes ou desconfiança por isso? Nao, pois sabia muito bem que " Jeová engrandeceu a Josué diante dos olhos de todo Israel; e temeram-no, como haviam temido a Moises, todos os dias da sua vida" ( Jos.4:14) .
Calebe se aproximou de Josué. Havia cinco anos que o povo estava em Canaam. Tinha passado por numerosas experiências. Aconteceram batalhas inesquecíveis: Jerico, e a vitoria sobre os cinco Reis de Maceda, a terrível derrota de Ai e o engano do Gibeonitas. Josué decidiu repartir por sortes a terra em herança ao povo de Israel ( Josué 13:6) e Calebe lembrou-lhe o que Deus lhe havia prometido: Hebrom e o monte dos Enaqueus. Aproveitando essa ocasião , Calebe mencionou seu vigor: " E ainda hoje estou tao forte como no dia em que Moises me enviou; qual a minha forca entao era, tal e agora a minha forca, para a guerra, e para sair e para entrar"( Josué 14:11). Josué fez " Segundo mandamento de Deus" e lhe deu a cidade de Arba a Calebe, quem em seguida expeliu os três filhos de Enaque: Sesai,Aima e Talmai( Josué 15:13-14). Esse vigor no braco de Calebe constituía sem duvida um exemplo estimulante para Juda , sua tribo. Pois mais adiante, no inicio do livro de Juízes, nos vemos quais foram as tribos que fizeram segundo o mandamento de Deus, despojando totalmente os Cananeus. Calebe e Juda sao precisamente mencionados como aqueles que despojaram o inimigo, o Jebuseu e os três filhos de Enaque( Juizes 1), ao passo que outros esperaram vacilando.
A posteridade de Calebe.
Calebe nos deixa uma mensagem muito atual no que se refere a sua família. Sua descendência aparece no primeiro livro de Crônicas. Entre seus filhos se destaca sua filha Acsa, que reflete bem o caráter de seu pai. Calebe se prepara para tomar Quiriate-Sefer. Ele conhecia as dificuldades do combate e afirmou que quem tomasse essa cidade seria digno de fazer parte de sua família. Entao disse: " quem ferir a Quiriate-Sefer e a tomar, lhe darei a minha filha Acsa por mulher" ( Josué 15:16; Juízes 1:12). Otniel assumiu esse desafio e conquistou a cidade; entao Calebe lhe deu a sua filha por mulher. Ele seria mais tarde o primeiro juiz do povo de Israel, e o que livraria a Israel da servidão, e faria reinar a paz durante quarenta anos.
Pelo exemplo de seu pai Acsa conheceu a perseverança. Incitou a seu marido a pedir um campo o qual lhe foi concedido; logo prosseguiu com seu pedido a seu pai e pediu também fontes de águas , pois as terras de Negueve eram secas. A isso Calebe respondeu seu pedido, como sempre faz nosso Pai, e lhe concedeu as fontes de cima e as de baixo." Todas as minhas fontes estao em Ti" pode dizer o salmista ( Salmo 87:7). Seja para cima olhando o infinito ou para peregrinar terreno tenhamos a fonte abundante , inesgotável, da qual sempre podemos obter, a Palavra de Deus, e a Cristo mesmo, a Palavra feita carne. " Sera como a arvore plantada junto ao ribeiro de águas, a qual da o seu fruto na estação própria, e cujas folhas nao caem" ( Salmo 1:3).
sigamos o exemplo de Calebe, homem de fe perseverante, vigoroso,modelo para sua filha Acas e para nos mesmos.
Por B.Paquien
A entrada e conquista da terra.
Por fim, o povo entrou na terra prometida. Todos os incrédulos morreram no deserto, inclusive Moises e Aarao com eles, mas nao Josué e Calebe, segundo a palavra de Deus. Deste modo, os filhos e os netos dos que saíram do Egito entraram em Canaam, conduzidos por Josué através do Jordão, detrás da arca.
Entao Josué se distinguiu de Calebe. O lugar que ocupava seu cargo responsabilidade eram diferentes. Demonstrou Calebe ciúmes ou desconfiança por isso? Nao, pois sabia muito bem que " Jeová engrandeceu a Josué diante dos olhos de todo Israel; e temeram-no, como haviam temido a Moises, todos os dias da sua vida" ( Jos.4:14) .
Calebe se aproximou de Josué. Havia cinco anos que o povo estava em Canaam. Tinha passado por numerosas experiências. Aconteceram batalhas inesquecíveis: Jerico, e a vitoria sobre os cinco Reis de Maceda, a terrível derrota de Ai e o engano do Gibeonitas. Josué decidiu repartir por sortes a terra em herança ao povo de Israel ( Josué 13:6) e Calebe lembrou-lhe o que Deus lhe havia prometido: Hebrom e o monte dos Enaqueus. Aproveitando essa ocasião , Calebe mencionou seu vigor: " E ainda hoje estou tao forte como no dia em que Moises me enviou; qual a minha forca entao era, tal e agora a minha forca, para a guerra, e para sair e para entrar"( Josué 14:11). Josué fez " Segundo mandamento de Deus" e lhe deu a cidade de Arba a Calebe, quem em seguida expeliu os três filhos de Enaque: Sesai,Aima e Talmai( Josué 15:13-14). Esse vigor no braco de Calebe constituía sem duvida um exemplo estimulante para Juda , sua tribo. Pois mais adiante, no inicio do livro de Juízes, nos vemos quais foram as tribos que fizeram segundo o mandamento de Deus, despojando totalmente os Cananeus. Calebe e Juda sao precisamente mencionados como aqueles que despojaram o inimigo, o Jebuseu e os três filhos de Enaque( Juizes 1), ao passo que outros esperaram vacilando.
A posteridade de Calebe.
Calebe nos deixa uma mensagem muito atual no que se refere a sua família. Sua descendência aparece no primeiro livro de Crônicas. Entre seus filhos se destaca sua filha Acsa, que reflete bem o caráter de seu pai. Calebe se prepara para tomar Quiriate-Sefer. Ele conhecia as dificuldades do combate e afirmou que quem tomasse essa cidade seria digno de fazer parte de sua família. Entao disse: " quem ferir a Quiriate-Sefer e a tomar, lhe darei a minha filha Acsa por mulher" ( Josué 15:16; Juízes 1:12). Otniel assumiu esse desafio e conquistou a cidade; entao Calebe lhe deu a sua filha por mulher. Ele seria mais tarde o primeiro juiz do povo de Israel, e o que livraria a Israel da servidão, e faria reinar a paz durante quarenta anos.
Pelo exemplo de seu pai Acsa conheceu a perseverança. Incitou a seu marido a pedir um campo o qual lhe foi concedido; logo prosseguiu com seu pedido a seu pai e pediu também fontes de águas , pois as terras de Negueve eram secas. A isso Calebe respondeu seu pedido, como sempre faz nosso Pai, e lhe concedeu as fontes de cima e as de baixo." Todas as minhas fontes estao em Ti" pode dizer o salmista ( Salmo 87:7). Seja para cima olhando o infinito ou para peregrinar terreno tenhamos a fonte abundante , inesgotável, da qual sempre podemos obter, a Palavra de Deus, e a Cristo mesmo, a Palavra feita carne. " Sera como a arvore plantada junto ao ribeiro de águas, a qual da o seu fruto na estação própria, e cujas folhas nao caem" ( Salmo 1:3).
sigamos o exemplo de Calebe, homem de fe perseverante, vigoroso,modelo para sua filha Acas e para nos mesmos.
Por B.Paquien
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O Tribunal de Cristo para os cristãos. by G.Hayhoe
O Tribunal de Cristo para os cristãos
“A obra de cada um se manifestará...” (I Cor. 3:13)
“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito no corpo, ou bem, ou mal”. (II Cor. 5:10).
Vamos ver o que Deus nos fala sobre o Tribunal de Cristo conforme nos é trazido em sua Palavra referindo-se aos crentes. Sabemos que aqueles que não conhecem ao Senhor Jesus ,como Salvador, e que morrem em seus pecados, terão que comparecer perante Ele também, mas em um tempo e maneira diferente. Eles o conhecerão como juiz, no “grande trono branco” para serem julgados pelos seus pecados, e porque seus nomes não estão escritos no livro da vida, eles serão lançados no lago de fogo (Apoc. 20:11-15).
Para o crente o Tribunal de Cristo tem um caracter diferente. Será para manifestação e galardão. Será a manifestação “das coisas feitas pelo corpo”, para que possamos conhecer a avaliação do Senhor para nossas vidas, seja para perda ou galardão. Nós estaremos diante daquele que levou o juízo de nossos pecados na cruz do calvário, sabendo que Ele mesmo é a nossa justiça (II Cor. 5:21). Nossos pecados não serão lembrados contra nós, mas nós não saberemos até lá quão grande foi nossa dívida de pecado. Muitas vezes temos uma pequena apreciação da grande carga de pecados que Ele carregou por nós naquelas horas de trevas no calvário. Mas tudo deve ser trazido diante da luz, assim como o Senhor disse em Lucas 8:17 e isso intensificará nossos louvores. Um amigo pode se oferecer a pagar por sua dívida, mas você não saberá que a dívida foi paga até ver o recibo quitado, como o versículo que diz: “... segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. Tudo então será manifestado.
Nós também reconheceremos sua graça e paciência para conosco durante toda nossa vida, assim como nos mostrará, quando estávamos perdidos, quão freqüentemente desprezávamos sua oferta gratuita de salvação e mesmo assim Ele continuava nos buscando até que nos encontrou, e nos carregou em “seus ombros, com júbilo” (Luc. 15:4-5). Não seria uma perda se Ele não nos deixasse ver, em Sua presença, tudo o que nós éramos, assim como sua graça e bondade, incomparáveis que nos guiou ao arrependimento?
Pois não havia bem nenhum em nossas vidas até sermos salvos, pois a Bíblia diz: “... os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rom. 8:8). Mas, quando Deus nos salvou Ele nos deu uma nova vida, a mesma vida de Cristo. Como alguém disse; Ele então começou a marcar os créditos de nossas vidas, e anota as coisas feitas para Ele. Mesmo que seja um copo de água frio dado em Seu nome, ou um pensamento em Seu nome ou ainda nossa confiança Nele será manifestada e galardoada naquele dia. Verdadeiramente até as coisas cotidianas da vida, se feitas para o Senhor, serão galardoadas (Col. 3:23-24).
Sabemos que há falhas e pecados em nossas vidas, mesmo sendo salvos e sabendo que nossos pecados foram todos levados pelo Senhor Jesus no Calvário, ainda assim, deverão ser manifestados. Não se trata da questão de cobrança, pois por uma só oferta o Senhor Jesus aperfeiçoou o crente para sempre, de acordo com sua posição perante Deus (Heb. 10:14), assim lemos em I João 4:17 “para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual Ele é, somos nós também nesse mundo”.
Porque então as coisas “más” são mencionadas em II Cor. 5:10? Assim como mencionamos anteriormente isso não somente revelará as riquezas de sua graça em salvar-nos, mas também pensamos em sua longanimidade e paciência para conosco, mesmo como crentes. Quão freqüentemente nós nos afastamos como Pedro e Ele nos traz de volta. “Ele restaura minha alma” (Salmo 23:3). Nós podemos ter desperdiçado as nossas vidas, ou parte delas vivendo para agradar a nós mesmos, quando deveríamos ter vivido, não para nós mesmos, mas para Ele que morreu e ressuscitou por nós (II Cor. 5:14-15). Tudo isso será manifestado, pois somente o que foi feito para Ele em obediência à Sua Palavra será galardoado. O resto será tudo perdido, como aprendemos em I Cor. 3:8-15. Nós veremos esses versículos em particular, mais a frente, mas eles nos mostram claramente que há perda ou galardão como resultado dessa manifestação. Algumas coisas podem ser reveladas de antemão, mas tudo então será trazido certamente à luz. Nós aprendemos em I Cor. 3:15 que aquele cujas más obras são queimadas, é sem dúvida salvo, pois é a obra de Cristo somente que lava nossos pecados e nos capacita para o céu, não nossas próprias obras.
É, entretanto, possível ter uma alma salva e uma vida perdida. Ao pensarmos no tribunal de Cristo e na manifestação de nossas vidas, e que quando nós consideramos Seu grande amor por nós, certamente seremos, então, constrangidos a viver para Ele.
Esses versículos que acabamos de considerar falam das “coisas feitas por meio do corpo”, nos dando um pensamento geral de toda nossa vida. Vejamos I Cor. 3:8-15 e notaremos que essa passagem trata particularmente de nosso serviço para o Senhor. Pense nessas maravilhosas palavras do versículo nove, “Porque nós somos cooperadores de Deus”, e ainda mais maravilhoso é que o Senhor Jesus tendo lavado todos os nossos pecados com Seu precioso sangue, diz que haverá um galardão pelo nosso trabalho feito para ele, se esse for segundo Sua vontade (vers. 8).
O apóstolo continua a dizer que existe um edifício espiritual sendo construído, no qual temos o privilégio de trabalhar. Paulo, inspirado pelo Espírito de Deus, foi usado para lançar a fundação, pois essas epístolas inspiradas lançaram a fundação do Cristianismo. Usando as Sagradas Escrituras – a Palavra de Deus – como fundamento de nosso serviço para o Senhor, temos o privilégio de trabalhar para Ele. Mas possamos ser cuidadosos para seguir os planos de Deus em nosso trabalho, pois se assim não for, estaremos edificando “madeira, feno ou palha”. Podemos estar tão ansiosos para ver resultados que nos afastamos da verdade de Deus em nosso serviço, ou misturamos verdade e erro juntos. Assim como num edifício natural, o construtor inspeciona se a obra está de acordo com a planta, assim será a manifestação de nosso trabalho e labor no tribunal de Cristo. Será “ouro, prata, pedras preciosas” ou será “madeira, feno e palha?” “O dia a declarará” (vers. 12-13).
O fogo – o julgamento daquele cujos olhos são como chamas de fogo – que vê todas as coisas – (Apoc. 1:14) manifestará nossas obras. “Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento, mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (I Cor. 3:14). É claro, a partir disso, que não é a pessoa – o servo – que está sendo julgado, mas a sua obra. Um crente pode “sofrer detrimento” então. Tempo, energia, habilidade e possessões podem ser usadas para o Senhor, mas não têm valor algum se não usados para Ele, de acordo com a Palavra. E, se alguém também milita não é coroado se não militar legitimamente (II Tim. 2:5). Se o que Ele nos tem dado é usado para Ele em obediência, haverá galardão, assim como nos mostra o versículo. Logicamente, o galardão não deve ser o nosso motivo, mas é o Seu amor que nos constrange a viver para Ele, e será Seu gozo nos dar galardão. Teremos o privilégio de prostarmos aos Seus pés e Lhe dar toda a glória (Apoc. 4:10). As Escrituras falam do pastor fiel recebendo uma coroa incorruptível de glória “(I Pe. 5:4). Paulo disse” nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mais excelente “(II Cor. 4:17). Quão maravilhoso pensar que Aquele que uma vez usou uma coroa de espinhos por nós, apreciaria nossos débeis esforços para Lhe dar uma coroa de prazer. Tudo se manifestará no tribunal de Cristo. Agora em I Cor. 4:1-5 encontramos o terceiro aspecto do tribunal de Cristo. Encontramos aqui que Deus manifesta os desígnios do coração. Ele sabe não somente o que fazemos, mas porque fazemos. Ele esquadrinha nossos corações. Não conhecemos nossos próprios corações, e muito menos os corações e motivos dos outros. Não temos que julgar as coisas meramente como aparentam no “dia do homem”, nem fazer uma avaliação de nossas próprias vidas, mas tudo será manifestado naquele dia. Se tivermos um motivo errado e fizermos coisas aos olhos de outros e não realmente para o Senhor, isso virá à tona então, pois ‘não há coisa oculta, que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir a luz” (Lucas 8:17).
O compositor do hino disse:
“Obras, que segundo pensávamos, mereciam méritos
Ele nos mostrará que não passavam de pecados,
Coisas pequenas, há tempo esquecidas,
Ele, nos mostrará, que foram feitas para Ele “.
Há o lado brilhante desta manifestação. Talvez tentássemos fazer alguma coisa com amor para com o Senhor Jesus, e o fizemos, mas não como deveríamos ou planejávamos. Talvez os outros criticassem, mas o Senhor conheceu nossos corações e Ele galardoará o desejo. Assim como aquela pequena menina que tentou ajudar sua mãe, mas ela derrubou um valioso prato de porcelana que se quebrou. A mãe não poderia recompensar a sua ação, mas ela amavelmente recompensou o desejo de sua filhinha em agradá-la. Como está escrito, “e então cada homem terá o louvor de Deus”. Nós, com certeza, iremos louvá-lo, mas não é maravilhoso pensar que ele nos louvará?
Já temos considerado o aspecto de toda nossa vida como uma revisão, nosso serviço para o Senhor, e também os motivos que governam nossas ações. Vejamos Romanos 14 onde encontramos outro aspecto dessa manifestação. O versículo 10 diz, “... por que julgas teu irmão? Ou tu, também por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo”. É necessário para nós considerarmos o quanto nossas ações afetam os outros, especialmente os filhos de Deus, “Porque nenhum de nós vive para si...”, versículo sete. Quando pensamos em estar lá na presença do Senhor Jesus enquanto Ele revisa nossas vidas, veremos os outros com quem tivemos contato e saberemos como nossas ações os afetaram. Fomos um auxílio ou impecílio? Agimos impensadamente e descuidadamente, ou tentamos encorajá-los ou ajudá-los?
Freqüentemente pergunta-se, se essa manifestação será pública. Será que todos verão e saberão tudo sobre nós? As Escrituras não respondem diretamente, mas eu acredito que todos nós estaremos lá como troféus da graça. Nós sabemos hoje das falhas do rei Davi como um crente, e das de Pedro que negou o Senhor. Nós conheceremos aquele homem que teve uma legião de demônios antes de ser salvo, e Maria Madalena que tinha sete demônios antes do Senhor salvá-la e muitos outros. Mas nós não estaremos ocupados com isso. Por causa da velha natureza em nós, e do orgulho do nosso coração natural, nós nos preocupamos muito sobre o que os outros pensam de nós agora, mas lá tudo o que nos importará será: O que o Senhor Jesus, que morreu por mim, pensa de minha vida? É ela aceitável para Ele? Quão bom para nós pensarmos sobre isso agora, pois como Paulo disse: “... somos manifestos a Deus” (II Cor. 5:11). Ele nos conhece agora e Ele nos mostrará lá! “Pelo que muito desejamos também lhe ser agradáveis, quer presentes quer ausentes” (II Cor. 5:9). Nossas vidas como crentes, são como um presente que preparamos para alguém que amamos e quando o pacote é aberto esperamos ouvir dele ou dela comentários, assim estamos muito ansiosos em ouvir a aprovação de nosso Amado. Quão maravilhoso será, seja qual for à medida ouvirmos do Senhor Jesus: “bem está” (Mat. 25:23). Certamente nós queremos agradá-lo acima de tudo.
Outra questão levantada é como nos sentiremos? As escrituras nos falam de estarmos envergonhados (I Jo. 2:28) e, também de sofrer detrimento (I Cor. 3 :15). É difícil para nós agora pensarmos em vergonha e detrimento, sem pensar em orgulho ferido e no que os outros pensarão. Mas pensemos dessa maneira. Como o Senhor se sentiu vendo como eu vivi hoje? Creio que no Tribunal de Cristo eu saberei como Ele se sentiu, e sentirei exatamente o mesmo que Ele. Entretanto, alegrar-nos-emos em ver queimado tudo o que não teve a Sua aprovação, e somente o que foi verdadeiramente feito para Ele permanecer. Todo ato em nossas vidas então tem conseqüências presentes e eternas. Nós podemos perder o gozo do Senhor em nossas almas, e mesmo estando sob Seu governo no presente, jamais recuperarmos o que perdemos na eternidade. “Porque o que semeia na sua carne ceifará corrupção; mas o que semeia no Espírito ceifará vida eterna” (Gal. 6:8).
Os galardões dados têm a ver especialmente com o Reino do Senhor Jesus – o milênio. As escrituras falam da “coroa de glória” (I Ped. 5:4), “a coroa da vida” (Tiago 1:12, Apoc. 2:10) a “coroa da justiça” (II Tim. 4:8) e da “coroa de gozo” (I Tess. 2:19). Também é falado de nossa posição no reino segundo nossa fidelidade – “... sobre cinco cidades” e “sobre dez cidades” (Lucas 19:17, 19). Outra vez “se sofremos, também com Ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará”. E não havendo “reino” no estado eterno, a posição é eternal (Apoc. 22:5) e os galardões serão eternais (II Cor. 4:17, Gal. 6:8, I Jo. 2:17). A noiva aparece no estado eterno com toda a beleza do dia do casamento, porque de uma maneira prática ela havia se preparado para isso, “pois o linho fino são as justiças dos santos” (Apoc. 19:8). O que foi feito para o Senhor Jesus jamais perderá sua preciosidade diante dos Seus olhos.
Possa o pensamento dessa manifestação no Tribunal de Cristo falar aos nossos corações e consciências agora, para que nós, tratemos de fazer como o amado apóstolo Paulo, cheio de gozo do amor de Cristo, procurou viver sua vida em vista aquele dia.
Gordon H. Hayhoe
“... uma voz mansa e delicada” ( 1 Reis 19:1-18)
“... uma voz mansa e delicada” ( 1 Reis 19:1-18)
Deus geralmente usa homens para falar Sua palavra para outros homens. Elias foi um desses mensageiros. Em 1 Reis 19, nós vemos o arrependimento de Elias, o qual é uma das sete figuras de arrependimento em seu ministério. Além da missão de Elias para com Israel, seu ministério e carreira descrevem também eventos futuros para os gentios.
Por causa da queda no jardim do Éden, o homem adquiriu uma consciência a qual o introduz numa batalha interior que ele não pode evitar. A saída desse problema depende de sua resposta quanto à moral a ele revelada. A luz de Deus é dada, por Sua palavra, em forma de princípios, e o arrependimento é um dos primeiros.
“ E Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como totalmente matara todos os profetas à espada. Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: assim me façam os deuses e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles. O que vendo ele se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali seu moço” ( 19: 1-3)
Elias tinha demonstrado para Israel quem era o verdadeiro Deus em contraste com Baal. E como resultado desse drástico julgamento sobre Baal, a vida de Elias estava ameaçada por Jezabel, a esposa de Acabe. Foi ela quem introduziu Baal em Israel, Elias havia se preocupado com outros e com outras coisas, boas e más, mas agora a flecha está apontada diretamente para ele. Talvez fosse uma nova situação para ele, “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será estreita” (Prov.24:10)
Aqui estava um homem que disse: “... vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou que nesses anos nem orvalho nem chuva haverá...” ( 1 Reis 17:1). Ele passou os profetas de Baal ao fio da espada, ele clamou e fogos dos céus caíram, ele levantou o filho da viúva dos mortos, ele proveu com contentamento dozes vasos de água na seca. A farinha e o azeite não faltaram durante três anos mesmo tendo apenas o suficiente para uma única porção. O próprio Elias havia comparecido diante da face de Acabe quando este o perseguia em todo lugar procurando matá-lo?
Mas agora o grande profeta Elias, cuja fama já se espalhava foge, para salvar a sua vida, de uma mulher idolatra enfurecida. “O que, vendo, e para escapar com vida veio a Berseba...” A lição de Elias tinha que ser aprendida sozinha com Deus em quietude. Não importa, quer seja Jó, Isaías, Pedro, Paulo ou nós mesmos; certas lições profundas sobre nós mesmos têm de ser aprendidas para que possamos conhecer nosso Deus. E mesmo tendo Deus valorizado Seu servo, o poder exposto publicamente não era o mais importante, mesmo que às vezes seja necessário. Após os discípulos, de Jesus, terem retornado a Ele e dizendos-Lhe da demonstração pública, do poder, das coisas que haviam feito Jesus lhes respondeu que isso não deveria ser o motivo para o gozo deles, mas que o motivo verdadeiro era terem seus nomes inscritos nos céus (Lucas 10:20).
A exibição do poder, mesmo que seja para Deus, tende a elevar os corações ao orgulho e ao egoísmo. E o orgulho espiritual é a pior forma que existe. Nós não conseguimos estimar nosso próprio estado de alma e de habilidades. “O que confia no seu coração é insensato, mas o que anda em sabedoria escapará” ( Prov. 28:26). A natureza má herdada de Adão provou ser um mau inquilino, mas a alma que habita com Cristo será preservada para que a velha natureza não possa se manifestar. Andar no Espírito é a nossa única salvaguarda.
“ E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro: e pediu em seu ânimo a morte, e disse: já basta, ó Senhor: toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” ( 19: 4).
Nós nos deparamos aqui com um estranho paradoxo, Elias fugindo de medo da morte agora pede a Deus para que morra. Desencorajamento não é fé, mesmo se vier de um poderoso servo de Deus. Enoque e Elias foram dois homens que foram para o céu sem passarem pela morte. “ Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porquanto Deus o trasladara porque antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus” ( Heb. 11:5). Isso não foi dito de Elias.
Enoque partiu quietamente tendo andado com Deus aqui e agora anda lá no céu. Que figura maravilhosa da Igreja! Aquele dia do nosso arrebatamento logo chegará e será que estamos com nossos olhos fixos em Cristo e no nosso lar?
Elias encerrou sua carreira e um carro de fogo acompanhado de um redemoinho que o levou ao céu.
“Não sou melhor do que meus pais” nos dá o segredo do que havia no mais profundo desse poderoso homem de Deus. Qualquer que for nossa reputação entre os homens, somente Deus pode formar nosso caráter em nossas vidas. Caráter é o que somos diante de Deus. Foi somente enquanto ele estava diante de Deus que ele teve poder. Em si mesmo ele teve de confessar, “... toda a carne é como a erva” (Isaías 40:6).
Como os pais de Elias falharam assim também ele falhou e por isso ele teve de aprender que o triunfo é reservado apenas para Deus. Cristo irá ainda levar toda a glória da casa de Seu Pai e Seus servos desfrutarão com Ele. Elias certamente irá!
A restauração ocorre através do arrependimento de Israel. E não é o mesmo para Elias?
A árvore da figueira representa Israel como nação, mas às folhas ( glória) seguem os frutos ( arrependimento). Dormindo sobre uma árvore de Zimbro, não era estar junto com o povo de Deus. Ou nós vamos junto com o povo de Deus em toda a sua fraqueza, a qual é nossa também, ou viveremos num deserto espiritual sozinhos.
O profeta está longe do lugar de refrigério, Carite, onde os corvos o alimentaram, o lugar que Deus escolheu para ele. Aqui o profeta escolheu o seu próprio caminho, e Deus o encontra no deserto. Aqui não há recurso algum a não ser em Deus. Não é um conforto para nós e para nossos corações saber que não importa onde nossa inquietação nos leve, Deus estará, ainda assim, lá? Mesmos que nossos olhos se fechem na morte, “... quando acordo ainda estou contigo” ( Salmo 139:18).
“... já basta...” ( 19:4)
Elias estava pronto para desistir e morrer. João Batista manifestou semelhante desencorajamento sobre sua provação. Mas não somente Elias não morreria como também Deus não desistiria dele. Suas promessas são sempre cumpridas, amém! Quanto mais vasto o deserto mais próximo somos atraídos a Deus. Elias aprendeu a abundância da provisão de Deus enquanto servia-O. Ele, no entanto, ainda tinha que aprender a provisão que Deus lhe daria enquanto ele estivesse seguindo o seu próprio caminho.
“ E deitou-se, e dormiu debaixo dum Zimbro: e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: levanta-te, come. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre brasas, e uma botija de água: e comeu e bebeu, e tornou a deitar-se” ( 19:5-6)
Talvez o vento estivesse soprando apenas o suficiente para levantar o pó e a areia. Os galhos do Zimbro estavam fazendo um som monótono para se somar a solidão do deserto que rodeava o profeta desamparado.
“ Vi, e eis que homem nenhum havia; e já todas as aves do céu eram fugidas”
(Jer. 4:25)
As circunstâncias podem parecer insuportáveis, o espírito deprimido, e os recursos naturais esgotados. Por que até agora, para Elias, as batalhas tinham sido para outros, mas em sua nova experiência ele tinha de lutar contra si mesmo, sozinho no deserto. A questão era: Deus se importa? Deus nunca envia um servo seu sem prover tudo o que ele necessita para a jornada.
“... então um anjo o tocou...” (19:5)
Isso foi um toque do céu. Nenhum artista ou poeta poderia descrever a experiência que passava na alma de Elias nesse momento. As Escrituras também se silenciaram. Poderia nosso profeta ter sentido enquanto chamava fogo do céu, o melodioso fervor que se agarrava à sua alma nesse momento? Profundas e duradouras impressões, até então desconhecidas, mas que agora agitavam os sentimentos desse homem de Deus, pois até aqui ele conheceu algo do poder de Deus, mas ainda não conhecia realmente o próprio Deus.
Se existe algo em nós que agrade a Deus é quando Ele vê que necessitamos d’Ele. Pouco a pouco Elias é levado para esse rico fluxo de refrigério. “ Águas,... tornozelos..., joelhos..., lombos..., a nado..., ribeiro que se não podia passar.”
(Eze. 47:3-5).
“ A quem temos Senhor a não ser a Ti,
almas sedentas para serem satisfeitas.
Fontes que não param de jorrar, águas gratuitas!
Todas as outras fontes secaram.
Nossos corações, por Ti são firmados
nas coisas radiantes do céu.
Estranho que sempre nos esquecemos,
Teu mais fiel e próprio amor.
(Hino 153 – Hinário Little Flock)
Ninguém pode ensinar como Deus. Bem que poderíamos estar mais tempo a sós com Ele. Se você pudesse ver a Jesus quando Ele estava aqui, você o acharia onde houvesse necessidades. Será que estamos aprendendo as lições que nós só poderíamos aprender enquanto estivermos nesse mundo, mundo que se tornou um deserto para a fé?
E foi assim no momento maior de fraqueza que o anjo o tocou. O bálsamo do céu pode curar os sofrimentos desse mundo ( Mat. 11:25-26; 1 Cor. 10:13; 2 Cor. 4:8).
“ “Levanta e come “, essa foi a palavra do anjo; “..., pois não sou melhor do que meus pais”, essa foi a palavra do homem. Se pudéssemos olhar por traz do fino véu que esconde o invisível, nós seríamos como os anjos. Ainda assim, se a fé é ativa, o resultado de andar perto do Senhor, seria o de viver na atmosfera celestial e conhecer melhor a vontade de Deus. Nós nos conheceríamos melhor também, e o resultado seria
uma maior intimidade com nosso Deus e Seu amor. Isso traz confiança!
A lei foi escrita em pedras, pedras frias, pedras frias nos fala das demandas de Deus para com os homens. A missão de Elias era de trazer Israel de volta para essa Lei. Por um momento parece que Elias conseguiu, mas logo a fúria de Satanás caiu sobre o profeta.
Quando o anjo o tocou ele viu um pão cozido sobre as brasas. Não existem pedras frias para aqueles que conhecem a Deus como um Deus de misericórdia.
Quem mais a não ser o Senhor seguiria Seu povo infeliz até o deserto?
Mesmo que grandes coisas estivessem à frente de Elias, o ego era um senhor duro. Paz e gozo são nossa porção, não o desencorajamento, que é o resultado de estar concentrado em si mesmo. Ele comeu e bebeu e tornou a deitar-se.
“ E o anjo do Senhor tornou segunda vez e o tocou e disse: Levanta-te e come porque mui comprido te será o caminho. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu: e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” ( 1Reis 19:7-8)
Não existe paciência como a de Deus. “ Antes Deus fala uma e duas vezes, porém ninguém atenta para isso” ( Jó 33:14).
“..., porque mui comprido te será o caminho” (1Reis 19:7).
Se Cristo não tivesse dito, “ Eu nunca os deixarei nem vos abandonarei” nós não conseguiríamos seguir no caminho. Foi nos permitido levantar e comer a provisão dada pelo anjo para que não esmorecêssemos pelo caminho.
Nenhum homem, naturalmente falando, poderia ficar sem comida e sem bebida por 40 dias. Nosso caminho é como um milagre, assim como aconteceu com Elias, seguimos nosso caminho em direção ao nosso lar através dos testes e provações dessa vida.
Quando a Lei foi dada, Moisés nem comeu nem bebeu por 40 dias e 40 noites (Deut. 9:9-18).
Elias figura de Cristo, vai até o monte Horebe ( Sinai) para responder diante de Deus pelo povo que tinha desobedecido a Lei.
Cristo de igual modo ficou sem comida e bebida por 40 dias e 40 noites, sendo tentado por Satanás no deserto. Para Elias foi dado comida e bebida suficiente por 40 dias, período completo de provação. O monte Sinai era o monte que Israel não podia tocar Elias ao contrario estava tranqüilo lá. Na cruz, Jesus estava no monte Horebe, Ele suou gotas de sangue que caíram no chão e lá Ele intercedeu por nossas almas. Na cruz também Ele foi feito pecado. Foi exatamente ali que Jesus iniciou o transporte para as bênçãos eternas. Elias, ao contrário, encerra sua missão falando contra o povo de Deus.
“ E ali entrou numa caverna e passou ali à noite e eis que a palavra do Senhor veio a ele, e lhe disse: que fazes aqui Elias? E ele disse: tenho sido muito zeloso pelo Senhor dos Exércitos porque os filhos de Israel deixaram o Teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada, e eu só fiquei, e buscam a minha vida” ( 1Reis 19:9-10).
Após ter achado refúgio na caverna, Elias ouve a palavra do Senhor dizendo: “ que fazes aqui Elias? E sua resposta foi triste. Na presença do Senhor ele se lembra das falhas do povo de Deus. E ainda ele diz que ele foi o único fiel em Israel e acrescenta também que querem lhe tirar a vida.
Quando Jesus foi para Horebe, Ele falou alguma coisa contra nós? Nunca! Precioso Salvador. Ele tomou nosso lugar diante do Deus Santo. Ninguém, a não se Deus saberá o que Ele sofreu por nós.
“... porque o peso do cobre se não esquadrinhava” (2Crônicas 4:18) onde o cobre é uma figura do julgamento do Deus Santo.
Aqui o amor de Deus pelo pecador é visto em toda a sua beleza e brilho. E por que Jesus foi a Horebe? Para interceder por nossas almas e derramar Seu sangue para nossa redenção – louvado seja Seu nome!
Elias foi o único profeta cuja falha foi lembrada no Novo Testamento.
“ E Ele disse, sai para fora, e põe-te neste monte perante a face do Senhor e eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do Senhor; porém o Senhor não estava no vento, e depois do vento um terremoto e o Senhor não estava no terremoto, e depois do terremoto um fogo, porém o Senhor também não estava no fogo, e depois do fogo uma voz mansa e delicada” ( 1Reis 19:11-12).
Aqui temos a sua consciência sendo alcançada. Em João 4 o Senhor disse para a mulher: “... vai chama a teu marido e vem cá” ( João 4:16). Às vezes a única maneira de aprendermos é sermos privados de nossos privilégios. E estando diante de Deus no monte, ele testemunhou poder, um grande e forte vento, um terremoto e fogo. Isso foi suficiente para animar o profeta? Deus é todo poderoso. “... não há quem possa estorvar a Sua mão, e lhe diga que fazes? “ (Daniel 4:35).
Deus não estava em nenhuma dessas demonstrações de poder, muito embora o poder era dele.
O coração tem de ter um objeto no qual possa descansar. O poder pode ser muito bom quando tem lugar, mas nunca para conforto, gozo, descanso e amor.
“ E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e poz-se à entrada da caverna e eis que veio a ele uma voz, que dizia: que fazes aqui Elias? E ele disse, eu tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o Teu concerto, derribaram os Teus altares, e mataram os Teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam tirar a minha vida” ( 1Reis 19:13-14).
Ao ouvir a voz mansa e delicada, Elias envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora e pôs-se à entrada da caverna. E outra vez a pergunta foi feita: “ que fazes aqui Elias? A resposta, no entanto não mudou sua vontade ainda não fora quebrada. Duas vezes foi feita a mesma questão e duas vezes a mesma resposta foi dita. Duas vezes a mesma voz mansa e delicada.
“ E o Senhor lhe disse, vai torna-te pelo caminho para o deserto de Damasco, e vem, e unge a Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninri, ungirá rei de Israel, e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meola, ungirás profeta em teu lugar. E há de ser que o que escapar da espada de Hazael mata-lo-á Jeú e o que escapar de Jeú matá-lo-á Eliseu. Também eu fiz ficar em Israel sete mil, todos os joelhos que se não dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou “. (1Reis 19:15-18)
Quatro coisas foram ditas a Elias pela voz mansa e delicada, para que ele fizesse:
1- Torna-te pelo teu caminho para o deserto de Damasco
2- Unge a Hazael rei sobre a Síria
3- Unge a Jeú rei sobre Israel
4- Unge a Eliseu profeta em seu lugar
É-nos dito que o primeiro pedido foi cumprido, mas sabemos que Elias nunca ungiu nem Hazael nem Jeú, isso foi realizado por Eliseu. Ter que fazer essas duas unções desses dois reis, que seriam a vara de Deus em juízo sobre Seu povo era demais para Elias suportar. Elias, no entanto, ungiu a Eliseu como seu sucessor, tendo encerrado sua missão. (2Reis 8:111-13, 10:32 , 13:3 e 2Reis9)
Os mandamentos da voz mansa e delicada devem ter quebrado o coração do profeta, como também a sua própria vontade. Sua vida mudou a partir desse momento. “... porque bom é que o coração se fortifique com graça...” (Heb. 13:9)
Houve ainda muito mais que Elias não soube. Somente o Senhor sabe e conhece os Seus. Sete mil, um número perfeito, que não dobraram os joelhos diante de Baal, e que não o beijaram, mas que foram preservados para benção.
Seria bom ser capaz de colocar “ os sete mil” em nossas orações ao invés de falar a Deus contra o Seu povo. Também hoje há ainda um número perfeito escondido que será abençoado.
Que dia de vitória será para o Senhor Jesus quando terá a preeminência entre todos ( Col. 1:18).
Escrito por Clarence Lunden
Pulblicado por Bible Truth Publishers – USA 1980
O livro de Ageu
O livro do profeta Ageu
Introdução:
Ao considerar os capítulos 4 e 5 do livro de Esdras, vemos como os adversários de Deus, e o remanescente que voltou de Jerusalém sob a direção de Zorobabel e de Jesua, remanescente o qual havia começado a reconstruir o templo, conseguiram interromper a obra. Também vemos como Deus levantou os profetas, Ageu e Zacarias, e graças ao ministério deles a obra foi reiniciada.
A profecia de Ageu está cuidadosamente datada. É dividida em quatro partes, todas pronunciadas no segundo ano de Dario. A primeira no primeiro dia do sexto mês (1:1), a segunda no dia vinte e um do sétimo mês (2:1), a terceira no dia vinte e quatro do nono mês (2:10), e a última no mesmo dia (2:20). Em primeiro lugar, notemos que Deus sempre reconhece a validade de Suas próprias ações de governo. Havia posto Israel de lado como nação e havia começado o “tempo dos gentios”, por tal motivo as datas são em relação com a nação que neste momento estava no poder e não em relação com o povo judeu.
Este detalhe deve ter um significado para nós que vivemos nos últimos dias da triste história da igreja, como corpo professante na terra, sujeita ao santo governo de Deus. Podemos ter uma idéia de este governo considerar os capítulos 2 e 3 de Apocalipse dos quais o Senhor, como juiz, examina sucessivamente as sete igrejas. Ali nos fala de tirar o candelabro do testemunho, e de “lutar contra” os maus. E se há alguma expressão de aprovação somente menciona “pouca força” e de um mínimo de fidelidade.
Faremos bem em recordar isto, com muita humildade. Os vencedores, nas sete igrejas não estão isentos dos penosos resultados do governo de Deus; mas devem vencer as circunstâncias desse momento. O apóstolo Pedro escreve: “É tempo que o juízo comece pela casa de Deus” (1ª 4:17).
Desde então tem transcorrido mais de dois mil anos, um fato que guarda relação com nossa dolorosa debilidade de hoje em dia.
Deus levantou o profeta Ageu por causa da grande debilidade que caracterizava o remanescente que havia voltado de Jerusalém. Um novo rei da Pérsia, Artaxerxes, havia selado o dito contrário a Ciro, e eles deixaram de trabalhar na casa de Deus, e sem preocupação, à vista de todos, começaram a construir suas próprias casas muito bem decoradas e confortáveis. Por isso, o profeta começa dirigindo-lhes uma palavra de reprovação.
Capítulo 1
O povo havia adotado uma atitude fatalista dizendo: “Não é tempo ainda, tempo para que a casa de Jeová seja reedificada”, e se puseram a construir para si mesmos. Há algum tempo atrás escutamos os cristãos dizerem, apesar das palavras do Senhor em Atos 1:18, que o tempo de evangelizar “ até os confins da terra” não havia chegado, e começaram a desenvolver o que consideraram como seus próprios assuntos espirituais. Não havia nada de mais que esses judeus construíssem suas próprias casas, mas o que estava errado era o fato de concentrarem-se nesse ponto, deixando de lado a casa de Deus. Por esta razão Deus mandou a seca e destruiu suas colheitas.
Não há nada de errado em nos ocuparmos com nosso estado espiritual, ao contrário somos exortados a “edificarmos sobre nossa fé santíssima” (Judas 20) , mas , como vemos nos versículos seguintes, deve ser fruto do amor de Deus, que se expressa em compaixão para “alguns” e salvando a “outros “ com temor ( Judas 22-23) . Não nos concentremos em nós mesmos, descuidando da obra e dos interesses de Deus. Essa palavra de nosso Senhor continua válida: “Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas “( Mat. 6:33) .
O que dizemos de cada um de nós hoje em dia? Merecemos a reprovação de descuidarmos dos interesses de Deus em favor dos nossos? Temo que sim!
Aceitemos pois a reprovação, na humildade de espírito que convém.
Foi o que fizeram Zorobabel, Jesua e o povo antes de começarem a obra obedecendo a palavra de Deus. Ageu, para eles era o enviado de Deus que levava a mensagem de Deus assegurando-lhes que Ele mesmo estava com eles na continuação do trabalho. Tanto agradou isto a Deus, que no mesmo dia começaram a trabalhar exatamente vinte e três dias depois de ser dirigida a palavra de compreensão como é dito no último versículo do capítulo um.
O apóstolo escreve: “Se Deus é por nós, quem será contra nós” ( Rom. 8:31), e isto, ainda que anunciado nos tempos do Novo Testamento era igual ao que foi nos tempos passados. O povo não demorou em descobrir que as dificuldades desapareciam quando Deus estava com eles, como nos mostra o livro de Esdras.
Seus adversários reagiram energeticamente quando o trabalho recomeçou, e levaram o fato até ao rei, que invalidou o decreto de Artaxerxes e colocou em vigor o decreto original de Ciro, por ordem de quem o remanescente voltou a Jerusalém. De modo que, uma vez mais, a palavra de Deus era obedecida, e a obediência é sempre o caminho para a benção.
Capítulo 2
Por volta de quatro semanas mais tarde veio outra mensagem de Deus, por boca do profeta Ageu. Desta vez, era uma palavra de alento. Dirigida especialmente as pessoas mais velhas que podiam lembrar-se do esplendor do templo de Salomão, e , em conseqüência, ver quão inferior seria qualquer templo que pudessem construir. O ânimo que os atingia tinha duplo alcance: primeiro pelo templo presente e segundo pelo futuro. Mas notemos em primeiro lugar que esta passagem nos diz respeito também hoje em dia. Na história da igreja professante, houve certo redescobrimento da verdade. E de alguma maneira um retorno a simplicidade das coisas, tal como Deus as havia ordenado inicialmente por seu espírito, o que é análogo ao retorno do remanescente de Israel ao lugar onde Deus havia posto Seu nome e onde havia tido sua casa desde muito tempo antes.
Os cristãos piedosos que participaram neste restabelecimento da verdade seguramente viram que tudo isto era muito inferior em glória do que aconteceu em Pentecoste, quando três mil pessoas se converteram e “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão de uns com os outros, no partimento do pão e nas orações” ( Atos 2:42). Quão desejável seria que hoje fossemos consciente de nossa pequenez e debilidade e de tudo o que está em nossas mãos, em comparação com a grandeza do que foi instituído no princípio por Deus.
E se esse fato nos impressiona e nos leva a desanimar-nos um pouco pelo contraste, entretanto podemos confortar-nos descobrindo quão admirável mente se aplica a nós a palavra pronunciada por Ageu.
O alento para o tempo presente se encontra nos versículos 4 e 5. Deus não só prometeu sua presença como também acrescentou: “Segundo a palavra que concertei convosco, quando saíste do Egito, e o meu espírito ficou no meio de vós não temais” (Ageu 2:5). Ele lhes recordava Sua promessa imutável de dirigi-los em seu caminho. Havia dado esta promessa no princípio de sua relação com eles, e a ajuda e o poder de seu Espírito permaneciam sempre no meio deles. Se nos perguntassem quais são os recursos que ainda estão a disposição dos crentes hoje em dia podemos responder que sempre temos a palavra de Deus que permanece “desde o princípio”como nos lembra o apóstolo João em suas epístolas.
Por outro lado, temos o Espírito Santo que foi enviado no dia de Pentecostes, e que permanece sempre nos cristãos. Se não for entristecido, seu poder esta sempre a nossa disposição.Assim tão pouco temos de temer nossos inimigos, ainda que sejam numerosos e se as dificuldades estejam sempre presentes.
No que concerne ao futuro, também havia uma palavra de alento, mesmo que havia sido anunciado um tempo de juízo.A terra sobre a qual vive o homem,assim como os céus que a envolvem tremeram, como também as nações que povoam a terra.
Sua própria instabilidade, e a de tudo que os rodeia era motivo de temor para os judeus desse tempo.
E isso nos diz respeito diretamente pois, ao final do capítulo 12 de Hebreus, estas palavras de Ageu: “Ainda uma vez”, são citadas fazendo referência ao final dos tempos e a uma destruição definitiva de todas as coisas “moveis”.
E quando esta grande tribulação tiver lugar, “virá o Desejado de todas as nações”(Ageu 2:7), e a casa de Deus será cheia de glória. Não se pode dizer que Cristo seja pessoalmente “o Desejado de todas as nações”, visto que, quando vier em glória todo olho verá... e todas as tribos da terra se lamentaram por ele (Apoc.1:7). Entretanto, as nações sempre desejaram a paz, abundância, prosperidade, tranqüilidade e uma estabilidade como profetizou Isaías 32:15-18. Estas coisas tão desejáveis se realizarão pelo bem dos homens, somente quando o Senhor Jesus voltar. Por isso pensamos que essa palavra profética se aplica bem a vinda de Cristo.
Quando Ele vier trará essas bênçãos aos homens e a glória a “casa de Deus”.
Lemos no versículo 9, “A glória futura dessa casa será maior que a primeira”. A casa de Deus em Jerusalém considerada como se sempre fosse a mesma, ainda que haja sido destruída e reconstruída várias vezes. Por tanto, a glória desta casa em sua última forma será mais radiante que a da casa que Salomão havia construído, quando uma glória visível a enchia, de tal maneira que os sacerdotes não podiam entrar. Ezequiel contemplou esta glória final em uma visão (cap.43). Podemos agradecer a Deus que o mesmo acontecerá com respeito a igreja. Seu estado final, quando for revestida com a glória de Cristo, sobrepujará a tudo o que a caracterizou no princípio.
Ageu apresenta outro motivo de ânimo: “Darei paz neste lugar, disse o Senhor dos Exércitos”(2:9).
Podemos dizer que nenhuma cidade tem tido uma história tão tempestuosa nem há conhecido tantos assédios como Jerusalém. Ainda hoje, Jerusalém segue sendo a causa de conflitos entre as nações, e é justamente o que acontecerá no futuro, como declara Zacarias 14:2. Entretanto, ela será o lugar onde, afinal de contas, habitará a paz.
Por tanto, notemos cuidadosamente que esta benção, glória e paz que devem seguir na grande tribulação aqui profetizada, não serão o resultado de um esforço humano, nem o fruto da fidelidade humana Deus mesmo declara que será o fruto de Sua soberana bondade. O remanescente que voltou de Jerusalém havia prestado atenção na reprovação e na exortação, e havia tomado a direção correta. Que melhor alento poderiam ter recebido que ouvir Deus dizer o que pensava fazer no final.
Todo mundo sabe que se colocarmos uma maçã podre entre maçãs boas logo todas estarão também podres, mas todo mundo também sabe que se pusermos uma maçã boa entre as podres as podres não voltaram a serem boas outra vez. No serviço do templo este princípio devia ser respeitado,e como em todas as práticas exteriores prescritas pela lei, aqui temos um ensinamento moral e espiritual.
Prestemos bem atenção pois sempre estamos expostos a todo o tipo de contaminação, seja interna ou externa, ou seja da nossa carne ou do mundo.
A aplicação que Ageu devia de fazer desses princípios tinha o objetivo de esquadrinhar e humilhar o coração do povo. Por ter participado ativamente no trabalho de reconstrução da casa de Deus, poderia haver uma tendência de satisfazer a si mesmo, como se tivesse sido tudo perfeitamente. O profeta lhes disse claramente que não era assim, se não que sua melhor obra estava manchada de imperfeições e impurezas. Que lição humilhante para eles e para cada um de nós também. Se hoje fosse concedido, por graça, aos crentes algum pequeno despertar, prontamente a carne estaria preparada para introduzir impurezas com toda habilidade a ser estendidas para todas as maçãs boas, mas ninguém aceitaria também que uma maçã boa tornaria todas as podres em boas. No serviço do Templo, este princípio deveria ser respeitado, e como em todas as práticas exteriores dadas na lei, aqui temos um ensinamento moral e espiritual para nós.
Fixemos bem nossa atenção nela, pois sempre estamos expostos a todo tipo de contaminação, seja interna ou externa ou dentro de nós ou no mundo.
A aplicação que Ageu deveria fazer destes princípios tinha por objetivo esquadrinhar e humilhar o coração do povo. Ao haver participado ativamente no trabalho de reconstrução da casa de Deus, poderia Ter havido uma tendência de satisfazer-se de si mesmo, como se tivesse cumprido a obra perfeitamente. O Profeta lhe diz claramente que não era assim, mas que a sua melhor obra estava manchada com imperfeição e impureza. Lição humilhante para eles, e para nós também.
Se hoje se concedesse, por graça, aos crentes um pequeno despertar a carne estaria pronta com suas impurezas para introduzir-se com toda habilidade. Corremos o risco de nos tornar como os cristãos de Gálatas que começaram no Espírito e continuaram na carne Gal. 3:3.
Mas, havendo-lhes advertido quanto a imperfeição que manchava sua obra, o profeta logo lhes assegura que, apesar de tudo, a benção de Deus repousa sobre eles. Em contraste com os tempos de escassez, e de tudo que passavam se descuidaram da casa de Deus e se aplicaram a embelezar suas próprias casas. Ocorre o mesmo hoje em dia , existe debilidade e impureza em todos os nossos serviços, mas apesar disso, se o coração é sincero podemos contar com as bênçãos espirituais de Deus.
A freqüência da palavra “meditar”nessa curta profecia, é digna de nossa atenção. Por duas vezes no capítulo um versos cinco e sete o profeta diz ao povo meditar sobre seus caminhos. E no capitulo dois versos quinze e dezoito é encontrada por três vezes mas agora dizendo para que considerassem os caminhos de Deus. Deus se agrada em encontrar, ainda que seja, uma pequena medida de energia e de fidelidade para Sua obra, por mais que exista debilidade e impurezas, ainda assim haverá bênçãos.
Mesmo no meio de nossa debilidade atual, conscientes de nossas faltas, podemos encontrar aqui ainda muito alimento.
Tivemos então uma palavra de reprovação,uma de alento, uma de advertência e agora encontramos uma palavra de exaltação. Essa palavra foi dirigida, pessoalmente a Zorobabel, que era um príncipe da linhagem de Davi ( ver Mat. 1:12). O último versículo do capítulo se aplica, sem nenhuma dúvida, de certa forma ao próprio. Os reinos seriam derribados, como foi dito em Daniel onze, mas ele seria como um selo pelo qual Deus estabeleceria seus decretos. Como foi cumprido por meio de Zorobabel não sabemos, mas cremos que o Espírito de Deus tinha previsto não uma exaltação deste homem, mas a exaltação d’Aquele de quem era uma figura, ou seja, nosso Senhor Jesus Cristo.
Assim, parece que temos aqui, no Velho Testamento, uma expressão, pela primeira vez, que se refere ao nosso Senhor como a que temos no Novo Testamento que diz: “Porque todas quantas promessas de Deus são nele sim e nele Amém, para glória de Deus por nós” (1ª Cor. 1:20). Cristo é aquele que não só revelará todos os desígnios de Deus como serão expressos em suas promessas como também os cumprirá plena e perfeitamente para que o Amém final possa ser pronunciado. O apóstolo Paulo acrescenta as palavras: “por nós”porque tinha em vista o que Deus havia prometido aos crentes na atual dispensação.
A mensagem de Ageu termina com uma profecia de exaltação futura daquele a quem adoramos como nosso Salvador e Senhor. Faz de uma maneira típica e simbólica, muitos séculos antes da primeira vinda do Senhor em humilhação. Esperamos o cumprimento, de uma forma muito mais gloriosa que a que Ageu pode conhecer quando vier em Sua segunda vinda e aparecer com toda Sua glória.
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