sexta-feira, 1 de junho de 2012
Princípios de Deus sobre o vestir-se.(por D.C. Buchanan)
Princípios de Deus sobre o vestir-se.
“Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”.
“E fez o Senhor Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles, e os vestiu”. Gen .3:7 e 21.
Os pensamentos e caminhos de Deus estão muito acima de nossas próprias idéias. A primeira coisa que Adão e Eva fizeram após caírem em pecado foi cobrir sua própria e vergonhosa nudez, com folhas de figueira, e se esconder de Deus. As folhas de figueira, todavia, não os cobriram suficientemente, então, eles também se esconderam de Deus. A nudez na inocência não era vergonhosa, mas após haverem praticado pecado, tornou-se vergonhoso andar despido. O desejo de Adão e Eva de estarem cobertos era bom, mas os meios que usaram para fazê-lo não foram adequados. Foi o Senhor Deus, que não somente cobriu a nudez deles, mas que também pela morte de outro (um substituto), fê-los agradáveis à Sua presença, de uma nova maneira, com vestiduras de peles.
Estas peles, não eram os frutos do trabalho de suas próprias mãos, mas foram feitas de algo inteiramente fora de si mesmos; por outro além de si mesmos. Da palavra “vestidos”, não somente aprendemos que a nudez foi completamente coberta, como também eles foram feitos apresentáveis a Deus outra vez, em nova e melhor aparência; numa aparência tão bela e aceitável quanto à da vestimenta em que foram postos. Foi Deus quem lhes deu novas vestes; esta é uma figura do dom de Deus, Seu filho unigênito, para aqueles que o aceitam, e são assim vestidos com a justiça de Deus em Cristo. Quanta beleza e glória Cristo nos dá em grande contraste com aquilo que nossa habilidade pode produzir para esconder nossos pecados e fazer-nos agradáveis a Deus.
Aprendemos, portanto, nestes dois versículos sobre vestiduras, dois grandes princípios quanto ao vestir-se:
Primeiro que as roupas são para cobrir os nossos corpos nus.
Segundo que, as roupas são dadas por Deus para o propósito de exibir algo mais apresentável do que a nossa carne.
Quando nos vestimos de acordo com os preceitos de Deus, cumprimos ambos os princípios. Muitas pessoas hoje, não ultrapassam a primeira intenção do vestir-se, e buscam somente cobrir a sua nudez. Outras se vestem ainda de uma maneira tal, que antes mostram sua nudez; mas estes negam em seu agir, o estado caído do homem, como é mencionado em Romanos 1:25, 26 de alguns.
Leiamos agora I Cor. 11:3, 7-9 para ver a ordem divina de autoridade, para sabermos para quem devemos nos vestir.
“Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo... o varão, pois não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do varão. Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher do varão. Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão”. A cabeça de Cristo é Deus. Quão perfeitamente o Senhor Jesus mostrou esta sujeição a seu Pai. Suas próprias palavras são: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas à vontade daquele que me enviou” João 6:38 e “Na verdade na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz o Filho o faz igualmente” João 5:19.
Deus agora exaltou a Cristo “acima de todo o principado e poder e potestade e domínio e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” Efé.1:21-23. Adão foi o cabeça da primeira criação, mas caiu em pecado. Cristo, o segundo homem redimiu a todos os que estavam caídos pelo pecado e é agora o cabeça sobre todos.
“Cristo é a cabeça de todo varão”, pois o varão é “a imagem e glória de Deus”.
É próprio do homem, mostrar que Cristo é a cabeça. Os homens devem mostrar a glória de Cristo em seu comportamento e no vestir-se. Cristo é digno de ser representado e glorificado na terra pelo homem, por esta razão os homens oram e profetizam com a cabeça descoberta. Suas cabeças devem ser vistas e predominarem em relação às das mulheres.
Os homens devem ser cuidadosos de não usarem em seu próprio benefício o lugar de predominância que Deus lhes deu. È para glorificar e manifestar o Cristo que lhes foi dado este lugar. Eu creio que o fato de ser a tendência geral dos homens contrária a isto, que provoca entre as mulheres o movimento da liberação feminina. As mulheres vêm os homens recebendo para si, injustamente, muitas vantagens, e sentem-se ultrajadas. A solução, não é dividir igualmente entre homens e mulheres, como tem sido freqüentemente sugerido, mas o homem deve dar a Cristo o Seu lugar retamente, e a mulher também deve dar ao homem o seu justo lugar.
O remédio par isto encontramos em Filipenses 2:5-8: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz”. Ele honrou o Seu Pai, e não buscou a sua própria glória (João 8:49-50).
“O varão é a cabeça da mulher”, pois “a mulher é a glória do varão”. Sujeição ao homem, é o lugar próprio às mulheres, e a sua própria glória deve ser rendida aos homens 1 Cor. 14:34; I Tim. 2:11; Efe. 5:22-24.
Para a mulher, é honrar a Deus vestir-se e agir de tal maneira, demonstrando o seu reconhecimento da autoridade do homem. A tendência no mundo é exatamente oposta; isto é, para as mulheres, vestir e agir de modo a se exibir e atrair a atenção dos homens sobre si. Mas a esposa que obedece a ordem divina traja-se e conduz-se de modo a destacar seu marido como o proeminente entre os dois. O marido por sua vez, deve da mesma maneira glorificar a Cristo que é a cabeça. A mulher que cobre a sua cabeça quando ora ou profetisa mostra que ela é sujeita ao seu marido assim como ele e a igreja são sujeitos a Cristo. A mulher que se recusa a cobrir sua cabeça deve ser privada de sua glória, pois, os seus cabelos longos são a sua glória. A sua glória, pois, não sendo sujeita a ordem de Deus, deve ser-lhe tirada. Desta maneira, a falsa igreja em Apocalipse 17 e 18 será despida de sua glória, por causa de sua insubordinação a Cristo.
Os princípios, contidos nos textos já mencionados, deveriam muito bem, ser suficientes para nos guiar na maneira de nos vestirmos. Mas há ainda outras passagens mais explícitas para nos ajudar tais como 1Tim. 2:8-10: “Quero, pois que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas sem iras nem contendas. Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas como convém a mulher que faz profissão de servir a Deus com boas obras”.
Vemos aqui mais uma vez, Deus quer que o homem seja aquele que age e fala. As mulheres são o inverso disto, e devem mostrar em seu comportamento e no vestir-se, que está rendendo toda suas glória, aos homens. Vestido de cores ou estilo perturbador, ou penteados sofisticados ou jóias custosas e pomposas tendem a fazer notada aquela que as usa. Estas coisas enfraquecem as mãos piedosas erguidas em oração. Mesmo nos homens, estas coisas não retratam propriamente a Cristo, visto que devemos oferecer sacrifícios espirituais a Deus.
Os anjos notam em nós, a ausência dos adornos convenientes (I Cor. 11:10). Não devemos ser um tropeço para nossos irmãos.
Pedro nos diz também, que devemos nos adornar. É certo que não devemos ser descuidados e negligentes quanto ao nosso vestir e nosso comportamento, e o não nos adornar por completo; isto seria uma desonra a Cristo. “Semelhantemente, vós mulheres sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à Palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas, não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus” 1Ped. 3:1-4. Aqui aprendemos a adornar primeiramente o homem interior; do coração. O aspecto exterior é corruptível e passará, mas o interior é de grande valor à vista de Deus. Quando o coração é correto, a aparência exterior também a será. Veja Lucas 6:45.
Tais ornamentos podem ser usados para ganhar almas a Cristo. Palavras sozinhas podem ser contestadas, mas uma vida piedosa, vivida para Cristo jamais! Nisto, talvez a mulher tenha mais oportunidades de pregar a Cristo do que os homens.
Vejamos agora alguns outros pensamentos no Velho Testamento, lembrando sempre que estes versículos foram leis escritas a Israel, mas nós que estamos sob a graça, podemos obter deles, alguns princípios que nos são muito instrutivos.
“Não te vestirás de diversos estofos de lã e linho juntamente” Deut. 22:11. Deus não tolera misturas, motivos mesclados, ou ainda a tentativa de agradar a carne e a Deus. A lã e o linho têm origens diferentes. A lã vem de animais e o linho de plantas. Tanto uma como a outra era permitida para um israelita, pois a carne (o Homem) ainda estava sendo provada por Deus. Mas agora já não mais está sendo provada. Devemos só usar roupas que agradem ao Senhor, e nem ao menos uma, que tenha misturada em si, a vontade da carnal.
No versículo cinco do mesmo capítulo de Deuteronômio, encontramos outra distinção importante nas vestimentas; a mulher não devia usar roupas de homem, nem o homem vestir as de mulheres. Já há muito tempo, o mundo tem se esforçado grandemente para exterminar esta diferença exterior entre os sexos. Isto não vem de Deus, pois Ele mesmo faz diferença. Em I Timóteo 2:12-14 lemos: “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio, porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher sendo enganada, caiu em transgressão”.
Quando as mulheres agem em insubordinação à ordem de Deus, usurpando a autoridade do homem, elas estão moralmente usando aquilo que pertence aos homens. Muito freqüentemente, suas maneiras de vestir, mostram que elas gostariam de ser consideradas iguais aos homens. A situação inversa também acontece com os homens; eles se vestem, muitas vezes, com roupas de mulheres, fazem das mulheres assim, um objeto de seus olhos e corações lascivos ao invés de reconhecer a Cristo, sua cabeça, o único que pode Ele só, encher e satisfazer plenamente os corações. Mas os homens ainda querem o seu lugar de autoridade. Eles não querem ser privados de suas vestes, mas como por conveniência, põem roupas de mulheres (moralmente) e se sujeitam ás mulheres quando suas almas lascivas assim o desejam. Deste modo, buscam ocupar tanto o lugar de homens, como de mulheres. Mas Deus nos diz em sua palavra, que o homem não deve nem ao menos vestir uma roupa de mulher Deut. 22:5.
Para esclarecer este assunto, temos bons versículos no livro de Números: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que nas bordas de seus vestidos façam franjas pelas suas gerações; e nas franjas das bordas porão um cordão azul. E nas franjas estarão para vos lembrar de todos os mandamentos do Senhor, e os façais; e não seguireis após o vosso coração, nem após os vossos olhos, após os quais andais adulterando; para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os façais e santos sejam a vosso Deus” Num. 15:38-40. Este cordão azul devia ser visto nas bordas de seus vestidos. Azul é a cor celestial, e nós somos um povo celestial. Não devemos “pensar nas coisas terrenas”, pois “a nossa cidade está nos céus, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” Fil.3:19-21. Não deve haver em nossas roupas um corte tal que nos exponha e venha a atrair os olhos e corações dos que nos vêem. Pelo contrario, as pessoas devem ver, pela maneira que nos vestimos, pelo corte ou modelo de nossas roupas, que somos homens e mulheres celestiais. Isto é especialmente importante para os jovens quando se encontram para recreação ou comunhão. A cobiça da carne predomina mais intensamente durante os anos da adolescência.
Em Lucas 8:43-48, o Senhor nos deu um lindo exemplo de ter o cordão azul nas bordas de seus vestidos: “E uma mulher que tinha um fluxo de sangue... chegando por detrás dele tocou na orla de seu vestido, logo estancou o fluxo de sangue...”. um pequeno toque de fé na Pessoa celestial do Senhor Jesus Cristo, curou o fluxo de sangue da mulher; cura que nenhum outro podia lhe administrar. Os resultados do pecado em seu corpo não podiam ser estancados por ninguém além do Filho do Homem, e tampouco nós podemos ser curados, a não ser pela própria pessoa de Cristo. A orla dos vestidos de Cristo não provocou a carne do homem, antes a curou.
Tal como Eva, que tentou esconder a sua condição de pecadora com folhas de figueira e entre as arvores do jardim, esta mulher tentou esconder-se entre a multidão, mas ainda assim recebendo os benefícios da cura. Mas Cristo soube que de Si havia saído virtude. Ela não podia receber a cura e esconder os segredos da sua condição. Aquele que podia curar, necessariamente conhecia o seu problema. Eva teve que ser levada a entender isto, e após haver confessado tudo, o Senhor deu-lhe paz.
Assim, o Senhor Jesus mostrou perfeitamente, como fazer cessar as manifestações do pecado que emergem do coração do homem. Pelo nosso vestir e pela nossa conduta devemos mostrar que Jesus, o Homem celestial curou-nos também de nossos pecados. Fossemos nós mais como Cristo, e nunca seria as nossas vestes e conduta um motivo de provocação à carne nas pessoas. Mas também devemos evitar o outro extremo, como os fariseus que alargavam “as franjas de seus vestidos... a fim de serem vistos pelos homens” Mateus 23:5. Isto era mais para mostrar aparência de piedade e foi além do que Moisés havia ordenado. Não lhes foi dito para que fizessem largas franjas, mas que fizessem as suas orlas com cordões azuis. O seu extremismo apenas manifestou sua ignorância no assunto. Vemos também nisto, que eles mudaram a finalidade proposta por Deus de exibir a glória celestial, para um motivo terreno; para a sua própria satisfação.
Possamos nós, tomarmos o Cristo como exemplo, e que estas coisas sejam uma realidade prática em nossas vidas.
Escrito por Douglas C. Buchanan
Traduzido por Flávio C. Kiehl
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